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Foram manifestamente exageradas as notícias sobre a morte do vinil

Maria Leonor Cunha 27 Out 2025 Reportagens, Reportagens

Tirar o disco da capa, limpar, pousar a agulha. Nas décadas de 1960 e 1970 do século passado, ouvir música era um ritual. Com a chegada da cassete, do CD e, mais tarde, do MP3 e do streaming, os discos de vinil começaram a ser guardados nos sótãos, vendidos em feiras ou esquecidos nas estantes. Durante anos, limitou-se a um fenómeno de colecionadores e nostálgicos. Na última década e meia, este silêncio foi interrompido por uma geração que cresceu com o Spotify, mas que procura agora uma relação mais íntima e física com a música.

A viagem de metro até à Baixa-Chiado, em Lisboa, é tudo menos tranquila. Carruagens cheias, passos apressados, escadas rolantes congestionadas. Mas nem o caos do trajeto, nem o calor abafado de final de maio afastam os verdadeiros amantes de música. A poucos metros de distância, no número 79 da Rua do Crucifixo, fica a Tubitek.

Assim que se cruza a porta de vidro, o ambiente muda. O ar fica mais fresco, a luz mais suave. A música Caju, da cantora brasileira Liniker, embala o espaço com o seu groove quente e contemporâneo. Entre as prateleiras, algumas pessoas percorrem os discos com dedos atentos, folheiam capas com o cuidado de quem toca em objetos valiosos. Atrás do balcão, Luís Oliveira, de sorriso aberto, observa o movimento. Com 59 anos, estudou História na Universidade Autónoma de Lisboa, antes de se tornar responsável pela loja.

A primeira Tubitek nasceu no Porto, no início da década de 1980, numa altura em que o vinil reinava. Com o passar dos anos e o avanço do digital, a loja acabou por fechar portas no começo dos anos 2000, mas o tempo trouxe surpresas. Fruto de uma procura crescente por este formato, renasceu em 2014. O sucesso foi tal que, nos anos seguintes, abriram novas lojas em Braga e Leiria, até que, há cinco anos, se concretizou o desejo antigo de chegar à capital. “Muitos clientes lisboetas visitavam as lojas do Norte e repetiam o mesmo comentário: que fazia falta uma Tubitek em Lisboa”, revela Luís.

Este regresso está longe de ser um caso isolado. O vinil tem vindo a reconquistar espaço, tanto nas prateleiras das lojas como nas casas dos portugueses. Segundo dados da Audiogest, de 2023, este formato representou cerca de 70% das vendas físicas de música em Portugal, correspondendo a receitas na ordem dos seis milhões de euros. Uma mudança que não se vê apenas nos números, mas também na idade dos compradores. “Durante um certo período, havia uma camada etária, entre os 12 e os 20 anos, que não comprava música. Agora começaram a fazê-lo com alguma regularidade, principalmente vinis”, conta Luís, com um sorriso.

Muito mais do que vender discos

A poucos passos dali, subindo as escadas laterais à Tubitek, fica a Louie Louie, loja dedicada a vinis novos e usados que parece saída de um filme dos anos 1990. Jorge Dias, também de 59 anos, estudou no Instituto Superior Técnico, mas há muito que trocou a matemática pelas capas de cartão e pelas agulhas dos gira-discos. Tal como Luís, também aponta uma transformação no perfil dos clientes: cada vez mais jovens, crescidos com música digital e streaming, muitos deles a começarem as suas próprias coleções de vinil. “Alguns sem nunca terem tido um CD na vida.”

Ligado ao mundo das lojas de discos há mais de 30 anos, a sua primeira aventura nesta área surgiu em 1993, quando abriu uma loja com um sócio. “No início, foi um bocado experimental, mas depois as coisas foram-se consolidando e avancei dentro desta área”, recorda. Com o tempo, acabou por seguir outro caminho, separou-se do sócio original e uniu-se a um parceiro nortenho, com quem viria a fundar a Louie Louie, cuja primeira loja também abriu no Porto. “Em 2007, abrimos em Lisboa, noutra localização, e em 2013 viemos para aqui”, explica, referindo-se ao espaço atual, onde se mantém até hoje.

Ambas as lojas oferecem uma coleção musical vasta e diversificada, onde qualquer pessoa pode entrar e encontrar algo que lhe fale diretamente ao ouvido. Na Tubitek, a aposta é clara. “Tentamos ter uma oferta eclética, com todos os géneros musicais”, explica Luís Oliveira. A loja está ligada a várias editoras e trabalha com fornecedores europeus e norte-americanos, o que facilita a reposição de discos esgotados, descontinuados ou difíceis de encontrar. “Para além dos preços serem mais baixos do que noutras lojas, ainda damos 10% de fidelidade aos clientes”, acrescenta.

A Louie Louie, apesar de trabalhar com discos novos, segue uma filosofia própria. Jorge Dias sublinha que o segredo está na curadoria. “Tentamos atrair um nicho de pessoas que procura algo mais do que aquilo que já encontra nas lojas generalistas. Por isso, a Louie Louie tenta ter um pouco de tudo em termos de música.” O responsável conta ainda que cerca de 50% da oferta é composta por discos em segunda mão, muitos deles raros ou versões antigas difíceis de encontrar. A verdade é que o crescente interesse de um público mais jovem, tem também aumentado a venda de vinis novos, desde logo de artistas pop — o género mais ouvido no país, com artistas como Taylor Swift a liderar as preferências, segundo dados do Spotify em 2023.

Uma tendência que se reflete nas lojas físicas. Luís Oliveira conta que na Tubitek os estilos mais vendidos são o pop e o rock, enquanto Jorge Dias, da Louie Louie, explica que ali a procura é mais diversificada. “Orientamo-nos para uma zona mais pop rock alternativo, música assim um bocadinho das franjas, mas também temos os Queen, os Dire Straits ou os Pink Floyd, que são bandas que vendem sempre bem”, conclui.

“Acima de tudo, é uma experiência”

Apesar das diferenças entre as lojas, há algo em comum: um público atento, exigente e emocionalmente ligado aos discos. É o caso de Pedro, de 21 anos, estudante no Politécnico do Porto. “Comecei por colecionar CD, só que houve um dia em que fui à Fnac do Cascais Shopping e encontrei umas promoções na secção de música. Dei de caras com o álbum Wish You Were Here, dos Pink Floyd, e comprei-o, mais por curiosidade do que outra coisa. Na altura, nem sequer tinha gira-discos, devia ter uns 15 ou 16 anos.” Desde então, a sua coleção cresceu — e com ela o gosto por explorar lojas especializadas.

Para ouvintes como Pedro, a Tubitek é uma referência nacional, conhecida pela grande variedade de música, modelos físicos e edições limitadas. Já a Louie Louie, mais alternativa e menos comercial, é o tipo de loja onde se descobrem álbuns que não aparecem facilmente nas lojas convencionais. “Acima de tudo, é uma experiência. Ver a capa, a contracapa — algo que o streaming simplesmente não permite. Vou à minha estante, escolho o disco com cuidado, tiro-o do plástico ou do papel que o protege. Coloco-o no lado A, deixo tocar até ser preciso virar para o lado B. É um ritual.” Pedro aponta também para a imensa informação no próprio objeto — “créditos, letras, detalhes” — que muitas pessoas nem se dão ao trabalho de ver. “Acho que não existe formato melhor para quem é verdadeiramente apaixonado por música”, explica, com paixão.

Uma paixão que, agora sim, parece ter vindo para ficar.  

 

 

 

 

    
2025-10-27
João Ferreira Oliveira
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