Ensaio do professor do Departamento de Ciências da Comunicação da Autónoma foi publicado na Revista Militar.
“O Brasil na Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Será a CPLP relevante para o Brasil?” é o título do novo artigo de Luís Bernardino, professor do Departamento de Ciências de Comunicação da Autónoma (DCC) e especialista em questões de Segurança e Defesa. Publicado na Revista Militar, o texto parte da “falta de iniciativa estratégica” ou “pouca relevância operacional” da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), para questionar a importância desta para o Brasil.
“Neste contexto, a pergunta de partida para esta reflexão é procurar saber se a CPLP é de facto relevante para o Brasil? E sendo hipoteticamente relevante, e numa segunda fase, identificar quais as principais oportunidades e desafios que podemos esperar nesta relação político-estratégico-diplomática? E, ainda, numa visão mais académica, o que deve o Brasil fazer em prol deste “triângulo virtuoso” que nos sustenta e nos projeta para o futuro: Cultura – Língua e a História comum?”
O autor conclui que o grande desafio é saber como o país pode “contribuir, decisivamente, para que a organização passe de uma “Comunidade Imaginada e Latente” a uma “Comunidade Viva e Dinâmica”. Para isso, defende que “necessita de se comprometer com uma mudança”, mudança essa que também depende da vontade política dos demais Estados-Membros e Observadores Associados. “Os desafios para o Brasil são muitos, mas as oportunidades também são imensas. E como tal, esperamos que o despertar das consciências adormecidas permita que o Brasil ocupe o seu espaço na CPLP e concomitantemente no Mundo da Lusofonia”.
Recorde-se que a CPLP é constituída por nove países membros — Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste — e dezenas de Membros Observadores Associados.
O artigo completo pode ser lido aqui.





