• Universidade Autónoma de Lisboa
  • Autónoma Academy
  • NIP-COM

UALMedia

Menu
  • Notícias
    • Paula Lopes eleita presidente do Conselho Científico da Autónoma4 Dezembro, 2025
    • Autónoma estreita relações com entidades militares brasileiras28 Novembro, 2025
    • Luís Bernardino publica artigo sobre Brasil e a CPLP18 Novembro, 2025
    • Cármen Monereo participa no Djar Fogo International Film Festival3 Novembro, 2025
  • Reportagens
    • Foram manifestamente exageradas as notícias sobre a morte do vinil27 Outubro, 2025
    • A economia circular chega às estantes: as livrarias em segunda mão conquistam Lisboa24 Setembro, 2025
    • Veganismo: “Não é preciso mudar tudo de uma vez”3 Setembro, 2025
    • Cidade FM: descontraída, mas profissional9 Julho, 2025
  • Entrevistas
      • Nuno Gomes: “Dentro de campo são 11 contra 11 e, muitas vezes, os melhores não ganham”4 Dezembro, 2025
      • Renata Belo: “Comecei a fazer dobragens quando tinha três anos”10 Novembro, 2025
      • Manuel Damásio: “O Benfica toda a vida foi um clube do povo. Eu também sou do povo”21 Outubro, 2025
      • Pedro Fernandes: “Gosto de fazer coisas que me divirtam”10 Outubro, 2025
  • Opinião
      • Opinião
        • 20 de novembro de 2024: Dia Universal das CriançasAna Paula Pinto Lourenço
        • Mascarados de nada Cheila Lafayette
        • Carta ao Pai Natal Cheila Lafayette
        • A Lua de Joana: Um aviso para a saúde mentalMariana Rebocho
      • Crónicas
        • O regresso nostálgico de Angry Odd KidsDiogo Mendes
        • Cooperativa Kallax: uma banda especialDiogo Mendes
        • Os jovens, afinal, gostam de política  Henrique Gussul
      • Críticas
        • O regresso nostálgico de Angry Odd KidsDiogo Mendes
        • Cooperativa Kallax: uma banda especialDiogo Mendes
        • Overthinking: o 8º pecado mortalTatiana Martins
  • Dossiers
    • IV Congresso Internacional do OBSERVAREUALMedia
    • Bastidores da Emissão de TVJoão Veloso
    • Conferência “Os Jovens, o Jornalismo e a Política”UALMedia
    • Projetos TVUALMedia
  • Cábulas
    • Erasmus+16 Outubro, 2018
    • O que é Literacia Mediática?4 Junho, 2018
    • O que é o Código Deontológico dos Jornalistas?5 Abril, 2018
    • Regulamento Geral de Proteção de Dados4 Junho, 2018
  • Artigos
    • O Associativismo em Portugal: dos despejos à esperança por um futuro26 Março, 2024
    • Do desinteresse à participação: Educação no caminho para as urnas1 Março, 2024
    • Comunidade cigana: as inverdades que levam à discriminação e exclusão29 Junho, 2023
    • Neonatologia: Quem cuida dos cuidadores23 Março, 2023
  • Rubricas
    • César Boaventura assume: consequências da acusação de viciação de resultados foram positivas2 Outubro, 2020
    • Raio-X ao Futebol: ‘Águia’ já joga o triplo2 Outubro, 2020
    • Raio-x ao Futebol: O campeão da incompetência16 Julho, 2020
    • Raio-X ao Futebol: Benfica volta a escorregar e deixa o título à mercê do Porto14 Julho, 2020
  • UALMedia Rádio
      • Podcasts
          • Vinil
          • Uma história para o Dia do Pai
          • Too Spicy
          • PontoCom
          • Ponto de Vista
          • Poesia
          • Passagem de Turno
          • No Ar
          • Não temos paciência
          • Laboratório
          • Histórias Com Sons
          • Frente & Verso
          • Escrito Por Linhas Tortas
          • Dois à Deriva
          • Confiança
          • Conferências
          • Calma
          • Café & Crime
          • Achas que é bonito ser feio?
          • Academycamente
      • Notícias
        • Rádio no Banco Alimentar
        • Academycamente: Vamos de férias, mas é ouvir!
        • Voluntários para animar uma causa
      • Podcasts Antigos
          • What´s Popin, What´s Flopin
          • Triângulo com quatro lados
          • Trepadeira
          • Trendy News
          • Top 10
          • Thursday´s Vibez
          • Sundown
          • RitUAL
          • Reflexões da Ana
          • Ready. Gap. Go!
          • Rapresentação
          • Psicologia Para Todos
          • Poddemos Descomplicar
          • Pessoas e Pessoas
          • Pensar nas expressões
          • Palavra Certa
          • O Condomínio das Intrigas
          • Malucos na Uni
          • Lusofonia
          • Lá na zona
          • Jazz and Blues
          • Incrível
          • Homo Economicus
          • Girls Like Sports 2
          • Falando Claramente
          • Êxitos de Sempre
          • eTalks
          • Escolhe Tu
          • Entre Linhas
          • Educadores
          • Duas à Sexta
          • Disco Por Inteiro
          • Dinosaur Cataclysm
          • Dance
          • Crónicas & Murais
          • Conversas de café
          • Cão com pulgas
          • Cá vai disco
          • Bola ao centro
          • As quatro da vida airada
          • Amargo & Doce
          • 2000 Watts
          • ´Tàs à vontade
      • Estatutos
      • Grelha de Programação
Últimas
  • Nuno Gomes: “Dentro de campo são 11 contra 11 e, muitas vezes, os melhores não ganham”   |   04 Dez 2025

  • Paula Lopes eleita presidente do Conselho Científico da Autónoma   |   04 Dez 2025

  • Autónoma estreita relações com entidades militares brasileiras   |   28 Nov 2025

  • Rádio no Banco Alimentar   |   25 Nov 2025

  • UAL em destaque na Conferência Internacional sobre Reclusão   |   18 Nov 2025

  • Luís Bernardino publica artigo sobre Brasil e a CPLP   |   18 Nov 2025

 
-Início»Entrevistas»Pedro Fernandes: “Hoje já consigo fazer as coisas relativamente bem”
Foto retirada do Facebook Oficial do apresentador

Pedro Fernandes: “Hoje já consigo fazer as coisas relativamente bem”

Ana Martins 26 Set 2018 Entrevistas

É licenciado em Publicidade e Marketing, mas foi na representação e no humor que encontrou a sua vocação. Pedro Ricardo Pacheco Fernandes, mais conhecido como “Pacheco”, conta em entrevista como deixou o seu trabalho das 10h ás 18h para seguir a sua verdadeira paixão.

Na pesquisa que fiz, descobri que o gosto pelo humor e a representação está presente na sua vida “desde cedo”. O que quer dizer “desde cedo”?

Eu lembro-me de os meus pais terem cassetes de vídeo com coisas minhas a copiar, por exemplo, sketches do Herman José. Isto era muito cedo na minha vida, não me lembro que idade é que tinha, mas sempre fui muito dado aos teatrinhos na escola primária. Tinha sempre vontade de assumir os papéis principais e, depois tive oportunidade na faculdade de voltar a fazer teatro, aliás, de o fazer efetivamente pela primeira vez mais a sério, no grupo de teatro da faculdade. Acho que foi aí que voltei a perceber que era mesmo por aquele caminho que gostava de enveredar. Apesar de, na altura, ser uma coisa muito a brincar, poder pisar o palco do Trindade e do Auditório Carlos Paredes, onde tinha estado o Zé Pedro Gomes e o António Feio com o “Conversas da Treta”, trouxe-me de volta aquele gostinho e, pronto, na primeira oportunidade que tive, livrei-me do meu emprego das 10h às 18h e enveredei pelo meio artístico, e ainda bem que o fiz.

“Acho que foi aí que voltei a perceber que era mesmo por aquele caminho que gostava de enveredar.”

Estudou Marketing e Publicidade na Escola Superior de Comunicação. Foi uma primeira opção ou uma solução de recurso para uma vida profissional estável?

Foi uma coisa que achei que seria engraçada. A minha primeira opção foi Gestão Hoteleira e ainda bem que não entrei [risos], porque acho que não me ia dar bem naquele curso. Mas o nome parecia-me pomposo, acho que deve ser uma coisa engraçada e o gestor de um hotel deve ganhar bem. Depois na segunda opção, pus publicidade e marketing porque achei que era uma coisa mais divertida. Se calhar pus a primeira opção mais para agradar aos meus pais e a segunda mais para mim. Felizmente, não entrei na primeira e entrei na segunda, que me permitiu depois seguir este caminho.

Quando é que a representação e o humor deixaram de ser considerados apenas hobbies? Quando se deu a viragem?

Foram passos muito pequeninos, mas muito sólidos, não foi uma coisa muito planeada. Eu tive oportunidade de fazer uns sketches com uns amigos para a “Revolta dos Pastéis de Nata” e aí já tinha acabado o curso e já tinha emprego. Trabalhei dez anos numa agência de publicidade, mas cada vez mais ia sendo solicitado para gravar sketches para a “Revolta dos Pastéis de Nata” e para outros programas. No entanto, mantive sempre o meu emprego até que, um dia, percebi que já passava mais tempo fora do meu emprego do que nele. O próprio patrão também percebeu isso e convidou-me gentilmente a sair. Isto só aconteceu quando, efetivamente, já conseguia ganhar mais fora do meu emprego estável do que nele, portanto não foi um passo muito arriscado. Foi um passo que, na altura, me pareceu natural.

Acha que o facto de ter integrado um grupo de teatro universitário e ter ganho um concurso de comédia de improvisação, o incentivou a fazer ‘disto’ profissão? Foi decisivo (mesmo a nível de prática de palco)?

Sim, a partir do momento em que as coisas começam a correr bem, tu começas também a acreditar mais em ti e naquilo que podes fazer. Acho que o teatro foi muito importante nessa fase, mesmo para me soltar, porque era uma pessoa muito tímida e muito introvertida. Normalmente, nas pessoas que são tímidas isso não transparece para os outros. Acho que as pessoas tímidas têm duas vertentes: ou são aquelas que se fecham muito e não se dão a ninguém, ou são aquelas que acabam por se tornar um bocadinho os “palhacitos” da turma, para tentar esconder essa timidez e extravasam demasiado. Acho que isso foi um bocadinho o que aconteceu comigo. Eu tentei disfarçar essa minha timidez extravasando demasiado [risos] e quando digo às pessoas que sou uma pessoa tímida e reservada quase ninguém acredita, porque não é isso que transparece. O grupo de teatro foi muito importante nesse aspeto, até mesmo no tipo de pessoas que encontrei lá e na pessoa que nos encenava, o Miguel Barros. Fazíamos muito exercícios de confiança que nos obrigam, realmente, a ficar nos braços do outro, a depender do outro e a confiar no outro. Isso obrigou-me a soltar imenso e acho que foi muito importante para fazer o que faço agora.

“Eu acho que todos os projetos nos ajudam a dar esses pequenos passos, no entanto, esse foi um grande passo porque foram seis anos e meio.”

Como já disse, estreou-se na RTP, no programa “Revolta dos Pastéis”. Como foi o inicio de carreira na RTP, uma estrutura pesada e rigorosa, de compromisso assumidamente público?

Naquela altura, somos miúdos e não pensamos muito nessa responsabilidade e a verdade é que naquele programa não havia essa estrutura rígida. Quando se pensa no nome da RTP, toda a gente imagina uma casa com uma estrutura muito pesada, com muita responsabilidade e muitas pessoas que nos controlam todos os movimentos, e isso não aconteceu nada ali. Na altura, aconteceu da forma mais natural e amadora que pode haver: juntei-me com uns amigos, escrevemos uns sketches e fomos para a rua gravar com as nossas camaras de vídeo e apresentamos aquilo à RTP. Tivemos a sorte que a pessoa que viu gostou de algumas coisas que estavam naquela cassete e deu-nos a oportunidade de fazer a “Revolta dos Pastéis de Nata” e de começar a fazer as nossas maluqueiras lá em direto, mas nunca tivemos nenhum tipo de controlo, nem censura. Fazíamos o que nos apetecia e escrevíamos o que nos apetecia. Ainda hoje mantenho relação de amizade com essas pessoas, que já não estão na RTP, estão noutros canais, na TVI nomeadamente, e foram tempos muito bons. Foi muito bom poder crescer com essa liberdade.

E adaptou-se facilmente? Como era a primeira vez..

Muito nervoso sempre [risos] porque a minha timidez também não me deixava estar ali e estar descansado. Depois é a insegurança de tu nunca teres a certeza se o que estás a fazer é bom, se as pessoas vão achar piada, se não vão. Muitas das vezes, se calhar, não acharam e nós próprios hoje, quando vemos algumas coisas que fizemos naquela altura, também já não achamos piada. Mas acho que não se acerta sempre e é raro haver aquela pessoa que acerta sempre. Mas ainda hoje, sempre que dou um passo na minha carreira, em que acho que me estou a atirar um bocado para fora de pé ou que estou a experimentar territórios novos, sinto sempre o peso da responsabilidade e fico nervoso. Quando é uma coisa onde já estou confortável, isso já não acontece, mas esse conforto só se ganha com a experiência.

Fez parte do grupo de apresentadores do “5 para a Meia-Noite” logo em 2009. Foi este programa a rampa de lançamento para ganhar sucesso junto do público?

Eu acho que todos os projetos nos ajudam a dar esses pequenos passos, no entanto, esse foi um grande passo porque foram seis anos e meio. Acho que pode ter sido talvez, até hoje, o maior contributo para que tenha conseguido crescer, até porque as pessoas que me escolheram para apresentar aquele programa permitiram-me isso, crescer no ar, que é uma coisa que provavelmente é muito raro acontecer. Tu entras num programa completamente “verdinho”, sem saber o que estás a fazer, fazes muita coisa mal, mas as pessoas que apostaram em ti deixam-te fazer essas coisas mal, deixam-te errar e deixam-te crescer com isso, sem nunca te cortarem as pernas. Hoje, se eu vir as primeiras, segundas ou terceiras séries do “5 para a Meia-Noite”, as primeiras foram muito más, eu era muito mau a fazer aquilo, mas deixaram-me continuar a fazer, a errar cada vez mais para começar um dia a fazer bem. E eu acho que, se hoje já consigo fazer as coisas relativamente bem, foi porque me deram a oportunidade de falhar muitas vezes. Portanto, nesse aspeto, sim, acho que o “5 para a Meia-Noite” foi a minha grande rampa de lançamento, porque me permitiu fazer isso.

Atualmente, apresenta o “Café da Manhã” na RFM e já participou em projetos da Antena 3. Que papel tem a rádio na sua vida?

Até há dois anos, não representava muita coisa para mim. Sempre fui fascinado pela rádio, até porque também tive essa experiência na faculdade e dava-me imenso gozo brincar com a voz e criar rubricas e textos humorísticos para a rádio, mas só agora, com esta experiência do “Café da Manhã”, é que percebi realmente a importância que a rádio tem na criação de uma relação de proximidade com o público. Nós, na rádio, damos muito mais de nós, enquanto que na televisão, normalmente, estamos com uma missão de apresentar um programa e de dar a conhecer mais um convidado ou um artista, no caso do “Got Talent”. Aqui no “Café da Manhã” e neste tipo de rádio que fazemos, está tudo mais centrado em nós, contamos as historias do nosso dia-a-dia, das coisas que nos correm bem ou mal e partilhamos as alegrias e as tristezas, e isso cria uma relação muito próxima com as pessoas. As pessoas fazem parte daquele círculo de amigos que está ali no estúdio, é um círculo de amigos de um milhão de pessoas que te ouve todos os dias. Quando te veem na rua, sabem o que é que te aconteceu no dia anterior porque, quando estamos ali dentro, até nos esquecemos do que estamos a contar e contamos coisas da nossa vida pessoal. Acho que é um meio que cria uma proximidade que os outros meios não conseguem por causa disso mesmo: nós fazemos amizade com as pessoas sem sabermos e as pessoas fazem parte do nosso círculo de amigos e da nossa família sem nós nos apercebermos disso. Quando se fala da magia da rádio é isso mesmo.

Em 2014, estreou-se no cinema como protagonista no filme “Eclipse em Portugal”. Como correu a experiência? Como foi ser “cabeça de cartaz”?

Foi maravilhosa a experiência. Foi um mês inteiro de filmagens, um mês inteiro em que fui viver para Santarém porque, como protagonista do filme, era raro o dia em que não tivesse filmagens. E, contracenar com grandes figuras do nosso panorama artístico, foi um desafio e uma responsabilidade muito grande. Tenho pena que o filme não tenha sido um grande sucesso, mas também acho que a temática não puxava muitas pessoas para o público. Apesar de me ter dado um imenso gozo fazer, acho que o filme acabou por ser um bocadinho mal vendido. As pessoas pensavam que era um filme de terror e não era bem disso que se tratava, apesar da história do filme ser um bocadinho macabra porque é um rapaz que mata o pai e a mãe à facada. Mas foi uma experiência muito boa, muito enriquecedora e que espero repetir em breve.

Para uma pessoa tímida como diz ser, o que é mais fácil de fazer, teatro ou cinema?

Cinema, porque é tudo mais contido, é mais parecido com a televisão, estamos só entre nós a filmar e não temos o público à nossa frente. O teatro é sempre muito mais exigente e muito mais desafiante porque se correr mal, somos julgados na altura, não dá para fazer o take 2 [risos], só dá para fazer no dia seguinte. Mas o público que viu naquele dia já vai levar aquela má lembrança de nós. Portanto, acho que o cinema, apesar de tudo, é mais fácil de fazer.

Recentemente, apresentou a final do “Festival RTP da Canção” com a Filomena Cautela. Como é a preparação para apresentar um evento desta dimensão/grande importância?

A preparação é muito faseada. Tivemos muitas reuniões de guião, de construção de guião, do que é que poderíamos fazer, tendo em conta que estávamos num espaço enorme como era aquele pavilhão em Guimarães e as coisas foram crescendo. Nós fazíamos várias leituras do guião, íamos acrescentado coisas que nos iam surgindo e depois fomos melhorando. Com os ensaios no próprio local, também fomos percebendo coisas que funcionavam e que não funcionavam, e o espetáculo foi crescendo pelas nossas mãos, portanto, eu e a Filomena quando apresentámos o espetáculo já era um espetáculo que estava muito aliado nas nossas cabeças. Acho que esse é o grande segredo, ensaiar tanto e tão bem, e fazermos parte direta da sua construção para que, quando for a altura do direto, a coisa parecer o mais natural possível. Eu continuo a achar que o melhor improviso é o improviso que é bem ensaiado. Depois, tudo o que vier em cima disso serve para enriquecer mais o próprio espetáculo. E trabalhar com a Filomena Cautela também é muito fácil porque, sempre que um precisa do outro, o outro está lá, acabamos por levar sempre o barco a bom porto.

Quanto à partilha de palco, neste caso com a Filomena…é difícil gerir egos?

Não, por acaso, tenho tido a sorte das pessoas com quem tenho feito dupla na apresentação serem sempre pessoas de uma grande humildade. Não tenho sentido esse choque de egos com ninguém. Acho que sabemos sempre respeitar o espaço uns dos outros e fazer brilhar os artistas que, nesses casos, são quem mais interessa e não propriamente os apresentadores, mas cumprindo a nossa função com o melhor brilhantismo possível.

“Há fases mais intensas de trabalho e temos que os saber compensar nas fases que são mais relaxadas.”

A finalizar, como concilia a sua vida pessoal com a profissional?  Sei que é pai de duas crianças..

Não consigo, a minha vida pessoal está destruída [risos]. Sim, tem sofrido um pouco. Acaba por ser por fases: tive a fase “Brainstorm” cinco semanas em que quase não consegui ver a minha família; agora tenho os fins de semana de “Got Talent”, e também com “Festival da Canção” não os consigo ver. Mas eles sabem que são sempre fases. Há fases mais intensas de trabalho e temos que os saber compensar nas fases que são mais relaxadas. É o que vai acontecer depois do final de maio porque, sei que vou ter um verão mais descansado e já vou ter mais tempo para eles.

Num trabalho destes, acaba por ser mais difícil ter tempo para a família?

É, é um bocadinho difícil. Tentamos arranjar tempo para tudo, mas nem sempre é fácil. Os meus filhos, no outro dia, chamaram-me por outro nome qualquer [risos], não sei se é o padeiro, se é o carteiro, se quem é…mas sei que, com tempo, eles vão voltar a lembrar-se do meu nome [risos].

    
Humor Representação RFM RTP 2018-09-26
anamartins
Tags Humor Representação RFM RTP
Artigo anterior :

Artur Neves: “O risco de incêndio este ano? Não é menor”

Artigo seguinte :

André Rijo: “É uma tarefa difícil, mas não me queixo porque gosto muito do que faço”

Artigos relacionados

Nuno Gama: “O nosso trabalho é dar alma às peças”

Nuno Gama: “O nosso trabalho é dar alma às peças”

Ricardo Magalhães 04 Jul 2025
Fábio Godinho: “É preciso ter visão estratégica sobre a Covid-19”

Fábio Godinho: “É preciso ter visão estratégica sobre a Covid-19”

Andreia Ventura 05 Nov 2020
Hugo Gonçalves: “Não escrevo livros para mudar o mundo, escrevo para entender o mundo”

Hugo Gonçalves: “Não escrevo livros para mudar o mundo, escrevo para entender o mundo”

Maria Ana Rita 05 Mar 2024

Veja também

Arons de Carvalho eleito presidente do Conselho Geral Independente da RTP

Arons de Carvalho eleito presidente do Conselho Geral Independente da RTP

O docente e investigador da Autónoma já pertencia ao órgão da RTP desde 2020, indicado pelo anterior Governo. A eleição decorreu entre os atuais membros

Rádio em direto

  • Popular
  • Últimos
  • Tags
  • Nuno Gomes: “Dentro de campo são 11 contra 11  e, muitas vezes, os melhores não ganham”

    Nuno Gomes: “Dentro de campo são 11 contra 11 e, muitas vezes, os melhores não ganham”

    Francisca Silva 04 Dez 2025
  • As comemorações da Revolução

    As comemorações da Revolução

    UALMedia 25 Abr 2014
  • Vinis de abril

    Vinis de abril

    João Santareno 25 Abr 2014
  • Onde estava no 25 de abril?

    Onde estava no 25 de abril?

    João Honrado 25 Abr 2014
  • 40 anos, 20 Fotos

    40 anos, 20 Fotos

    João Serralha 25 Abr 2014
  • 25 Abril

    25 Abril

    25 Abr 2014
  • Nuno Gomes: “Dentro de campo são 11 contra 11  e, muitas vezes, os melhores não ganham”

    Nuno Gomes: “Dentro de campo são 11 contra 11 e, muitas vezes, os melhores não ganham”

    Francisca Silva 04 Dez 2025
  • Paula Lopes eleita presidente do Conselho Científico da Autónoma

    Paula Lopes eleita presidente do Conselho Científico da Autónoma

    UALMedia 04 Dez 2025
  • Autónoma estreita relações com entidades militares brasileiras

    Autónoma estreita relações com entidades militares brasileiras

    28 Nov 2025
  • Rádio no Banco Alimentar

    Rádio no Banco Alimentar

    25 Nov 2025
  • UAL em destaque na Conferência Internacional sobre Reclusão

    UAL em destaque na Conferência Internacional sobre Reclusão

    18 Nov 2025
  • Luís Bernardino publica artigo sobre Brasil e a CPLP

    Luís Bernardino publica artigo sobre Brasil e a CPLP

    UALMedia 18 Nov 2025
  • Rádio Autónoma podcast ualmedia no ar animação vinil joão de sousa Universidade atelier Entrevista aula mariana rebocho poesia pontocom joao santareno de sousa prática disco futebol academy academycamente cristina patrício Leonor Noronha Lídia Belourico António Bernardino
  • Ficha Técnica
  • Política de Privacidade
  • Manual de redacção

Últimas notícias

Paula Lopes eleita presidente do Conselho Científico da Autónoma
Autónoma estreita relações com entidades militares brasileiras
Nuno Gomes: “Dentro de campo são 11 contra 11  e, muitas vezes, os melhores não ganham”
UAL em destaque na Conferência Internacional sobre Reclusão
Renata Belo: “Comecei a fazer dobragens quando tinha três anos”
Luís Bernardino publica artigo sobre Brasil e a CPLP
Cármen Monereo participa no Djar Fogo International Film Festival
Foram manifestamente exageradas as notícias sobre a morte do vinil
Manuel Damásio: “O Benfica toda a vida foi um clube do povo. Eu também sou do povo”
Pedro Fernandes: “Gosto de fazer coisas que me divirtam”
Patrícia Tavares: “Aos 16 anos, já tinha ouvido muitos nãos”
A economia circular chega às estantes: as livrarias em segunda mão conquistam Lisboa
Sahima Hajat: “O meu sonho é ter um restaurante com estrela Michelin”
Teresa Faria: “Nunca meti nenhuma cunha, não sei o que é isso”
Rodrigo Saraiva: “Acredito que Portugal e os portugueses podem muito mais”
Luís Bernardino participa em colóquio sobre Angola
ALICE e Autónoma publicam “Polarización política, emociones y campañas electorales”
Sónia Sénica publica “Ordem Tripolar”
Catarina Reis: “Uma história nunca é pequena demais para ser contada”
Veganismo: “Não é preciso mudar tudo de uma vez”
Carmo Lico: “Aceito que não gostem, mas não aceito que digam que não sei fazer”
André Paulo: “Quando o Ruben me ligou, pensava que estava a brincar”
Ana Moreira: “Na rádio, trabalhamos muito as palavras para lhes dar vida”
Tozé Brito: “Quando estiver a olhar mais para trás do que para a frente, páro e reformo-me”

Últimos Podcasts

  • Não Temos Paciência: Estações do ano
  • Laboratório: Imortais 27
  • Não temos paciência: Primeiro aniversário do nosso podcast
  • No Ar: 2025-11-28 18h
  • No Ar: 2025-11-27 18h
© Copyright 2024, Todos os direitos reservados | Website desenvolvido por: Trace - Soluções Internet
Escola Superior de Enfermagem