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Fátima: religião ou negócio?

Catarina Carvalho 12 Set 2014 Reportagens

O santuário de Fátima recebe anualmente mais de cinco milhões de visitantes. Movidos pela devoção, por promessas ou oferecendo “sacríficios”, em maio todos os caminhos vão dar a Fátima. Os negócios da Cova da Iria estão preparados para faturar. Será este o mês com maior afluência ou isso está a mudar?

Homens, mulheres e crianças com um destino comum. Em maio, na Estrada do Norte até os automóveis parecem ir em peregrinação. Ouvem-se motores e ouvem-se cânticos, palmas e orações de uma multidão que não pára. Os peregrinos começam a chegar ao seu destino e as suas feições, de claro sacrifício físico, transformam-se. Há sorrisos, há alívio.

Peregrinos em direção a Fátima

Dona Rosa veio da Guarda e parece ser a mais animada da família. Ao todo, são oito as pessoas que trouxe com ela. Enquanto passa um pão com queijo ao neto explica: “Não percebo, menina, no meu tempo toda a gente acreditava em Deus. Olhe, as pessoas eram bem mais felizes do que agora.” A verdade, conta o filho José, é que há três anos que peregrinam a Fátima no mês de maio para agradecer o facto da Dona Rosa ter vencido um cancro da mama. Toda a família está divertida e feliz por ter finalmente chegado ao santuário. No meio do grupo, há um rapaz com pouco mais do que 20 anos. Filipe, o neto, come agora a ‘sandes’ de queijo e diz-se contente por acompanhar a família nestes momentos, não por ser crente em Deus, mas por ser “crente na avó”. Dizem ter tido momentos difíceis pelo caminho, mas em família é mais fácil. As principais dificuldades são as más condições na estrada, a falta de iluminação e os carros que não respeitam o peregrino. Agora esperam pelas celebrações dos dias 12 e 13, depois voltam para a Guarda de carro.

Estátua de João Paulo II

No santuário, a multidão começa a ocupar os seus lugares para a noite. Há um casal de franceses sentado no chão, perto da estátua do Papa João Paulo II. Ao lado, descansam as suas companheiras de viagem: as bicicletas. Explicam que são muito devotos da Virgem e que não é a primeira vez que estão na Cova da Iria, mas sim a primeira vez que vieram em peregrinação. São ciclistas e acharam que só fazia sentido fazerem o longo caminho de bicicleta. Queixam-se dos maus acessos e da falta de civismo por parte dos automobilistas, mas sorriem quando falam da hospitalidade dos espanhóis e dos portugueses. E da comida, claro. Demoraram um mês, mas “vieram devagarinho”, diz ela num inglês arranhado. São férias que valem a pena, asseguram os dois.

Mais à frente, caminhando em direção à capelinha das aparições, há uma mãe claramente emocionada. Acende uma vela. Com o filho pela mão, diz que adora vir a Fátima porque “recarrega baterias” e sente-se em paz. O sotaque denuncia-a: é alentejana. Veio de carro de Cuba do Alentejo pedir pela saúde do filho, para que “corra tudo pelo melhor”.

Pira das velas, perto da capelinha das aparições

Será que a religião ganha maior importância em tempos de crise? A resposta parece ser afirmativa. Alguns peregrinos até admitem que se tornaram pessoas mais espirituais ao passar por algum momento de dificuldade, como é o caso da mãe alentejana quando o seu marido perdeu o emprego. Dona Rosa confidencia que reza todos os dias o terço e não falha a missa de domingo.

Negócio, o outro lado da religião

Desde as aparições que a Cova da Iria, local de pastagem de gado das aldeias ao lado, cresceu e se tornou cidade para responder às necessidades dos que peregrinam a Fátima.
Um negócio que começou por explorar as potencialidades turísticas da religião foi crescendo e, hoje, Fátima é uma marca religiosa em Portugal e no estrangeiro. A região é um chamariz de turistas. Crentes ou não.

Rita Prazeres tem uma pequena loja de produtos de Fátima, bem ao lado do mercado municipal. Não, não é uma loja de santos. É um estabelecimento onde Rita vende mel, azeite ou queijos feitos por produtores da região. É a única loja na cidade a vender este tipo de artigos, “exclusivos e genuínos”, e é um sucesso. A verdade, conta Rita, é que a maioria dos seus clientes são locais, mas, mesmo os estrangeiros, quando se deparam por acaso com a montra, levam muitos produtos, embora condicionados pela bagagem. Explica que acredita que Fátima é mais negócio do que religião. Considera que, actualmente, as pessoas que vêm a Fátima são turistas que não procuram, apenas, o lado espiritual da terra, mas, sim, ficar a conhecer a sua história e a das terras circundantes.

Cristina Marto, descendente da família dos pastorinhos, é dona de um hotel em Fátima, mesmo no centro, e de mais dois em Lisboa. Percebe bem as diferentes necessidades que cada hotel tem, dependendo do local em que se encontra. No seu hotel em Fátima recebe mais estrangeiros do que portugueses e existe o problema da sazonalidade, problema que não existe em Lisboa. Oferece vários pacotes de turismo, como uma ida às Grutas da Moeda, um dia com piquenique na Pia do Urso, um dia no Mosteiro da Batalha, idas às praias mais próximas. “Como vê”, explica Cristina, “Fátima está num ponto central para se poder ficar a conhecer toda esta zona que tem sítios maravilhosos a descobrir”. Hoje, mais do que um centro de peregrinações, Fátima não atrai só os católicos. Cristina revela que tem tido, nos últimos anos, muitos hóspedes japoneses que vêm conhecer a história e a cultura da região.

Hotel D. Gonçalo, em Fátima

O Hotel D. Gonçalo apostou há dois anos nos seus clientes habituais e não no turismo sazonal, condicionado pelas festas religiosas. Jorge Heleno, um dos donos do negócio de família, não considera que o seu hotel tenha mais lucros por estar em Fátima. Até considera que há localizações mais rentáveis do que a Cova da Iria. Admite, no entanto, que os seus clientes são aqueles que procuram o santuário em termos religiosos. Para além desses, o hotel tem outros mercados e aposta no turismo cultural, de natureza, de paisagem, de gastronomia. Com o SPA, tornou-se possível alcançar o mercado “turismo saúde”. Maio é um mês importante, mas, “neste caso, não é o mês com mais facturação, temos uma maior ocupação e mais eventos empresariais e familiares em setembro e outubro”, diz.

Em Fátima, quase todos os negócios, sejam hotéis, restaurantes ou lojas (na sua maioria de santos), são negócios de família. Há a percepção de que o turismo religioso é algo real, mas não é tudo: o que a região pode oferecer é um facto sublinhado por todos. Ainda assim, nesta cidade, são inauguradas lojas de santos quase todos os dias. E são rentáveis.

Trabalho realizado no âmbito da unidade curricular de Técnicas Redactoriais II da licenciatura em Ciências da Comunicação.

    
2014-09-12
Autor UALMedia
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