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-Início»Reportagens»Um natal de ausências em Pedrógão Grande

Um natal de ausências em Pedrógão Grande

Miguel Anjos e Sofia Azam 15 Fev 2018 Reportagens

No concelho mais fustigado pelas chamas, há vontade de andar para a frente, mas também bastante desânimo. Há quem decida ficar, mesmo que tudo os empurre para fora, e quem não fale em sair, já com um despertar de esperança. Afinal, após o fogo que transformou em cinzas Pedrógão Grande, o que mudou na vida das pessoas? Quase tudo.

Seis meses não chegam para esquecer um episódio tão devastador como o dia 17 de junho de 2017. Talvez nem uma vida. Ao passarmos pela estrada, conseguimos observar árvores queimadas ao lado de rebentos verdes, reconstruções junto a casas destruídas, o que é um símbolo tácito do estado de alma dos habitantes. As cabeças já não estão cabisbaixas, já se esboçam sorrisos, mas as feridas permanecem vivas.

As marcas são evidentes em pequenas coisas: as cabras já não sabem o caminho para casa, a vegetação rasteira que começa a contrastar com milhares de árvores que o fogo pintou de preto ou o ar de cansaço dos habitantes, saudosos do seu lugar outrora verde e cheio de vida. Percorrendo o território, apenas se veem montes contínuos de eucaliptal ardido que já começou a regenerar. A natureza dá os primeiros sinais de recuperação, como também as pessoas, que se reerguem, lentamente e com dificuldades, pois renascer das cinzas não é fácil.

Este ano, o Natal e Ano Novo tiveram um sabor diferente para estas famílias. Muitas delas, por terem perdido as casas nas chamas, foram divididas e alojadas em habitações de outros familiares ou amigos. E depois há quem não consiga celebrar esta época do ano, pois perdeu algo muito mais valioso do que os bens materiais: a vida de entes queridos.

Nas aldeias que sentiram o horror das chamas, como nas dos concelhos Figueiró dos Vinhos ou Castanheira de Pera, emerge agora um sentimento de alguma esperança, em parte, motivada pela vontade de avançar, de superar um desastre que assombrará eternamente quem se viu preso a esta tragédia. Só que também existe desânimo. A desmotivação própria de quem enfrentou o inferno na terra e onde hoje não existem saídas fáceis para saber qual o primeiro passo a dar. Pensam e anseiam pela reabilitação, mas tudo é sempre mais complexo do que esperam.

“É o melhor que podemos fazer”

Pedrógão Grande foi o concelho com mais residências afetadas por consequência dos fogos de junho, apresentando um total de 155 habitações destruídas. Muitas ainda aguardam pelo início do seu processo de reconstrução. Para Idália Costa, uma das muitas habitantes de Figueiró dos Vinhos, o fatídico acontecimento surgiu como mais uma cicatriz, numa vida marcada por batalhas difíceis. Em criança, teve de abandonar a escola, para ajudar os pais. “Naquela altura era assim, quando podíamos íamos trabalhar, para onde nos aceitassem.” Rumou até aos campos, onde trabalhava, como recorda, “de sol a sol, só para conseguir uns trocos”. Aos 73 anos e após uma vida de sacrifícios, viu sua habitação arder. “A casa onde vivi com o meu marido, até ao dia em que me deixou e onde eduquei o meu filho.” Idália Costa tenta reerguer-se e começar tudo de novo. “Aqui somos pessoas simples que só querem ter alguma ordem, nas suas vidas, mas agora o que é que fazemos?”

É uma pergunta que se impõe, entre os habitantes, esperançosos, porém, visivelmente abatidos, numa terra que se assemelha a um pós-apocalipse. “Antes, quando acordávamos, sabíamos que podíamos ter um dia bom ou um dia mau. Agora, acordamos a saber que vamos sempre ter um dia difícil, porque já não temos outra hipótese”, lamenta.

Para muitos dos habitantes destas zonas do Interior, a chegada do mês de dezembro funciona como um catalisador de felicidade. Começando pela oportunidade de reunir a família à volta de uma mesa, sempre preenchida por delícias gastronómicas e culminado num curto, mas saboroso período de férias. Tipicamente, mas 2017 não foi um ano ‘convencional’. “Para mim, não houve Natal este ano, sem o meu marido e tantos dos nossos amigos de longa data. Dói muito”, confessa Sandra Rosado, 64 anos, que se mudou para a casa da irmã, depois de ter perdido o companheiro de uma vida e a casa. “Quando nos reunimos nessa noite, havia um lugar vazio na mesa e ainda não nos habituamos a isso. Continuamos em luto”, desabafa.

Este é um período difícil para todos os que se viram envolvidos nesta tragédia. No entanto, debaixo deste manto de tristeza, que os acompanha diariamente, os moradores já vão manifestando os primeiros sinais de esperança e resiliência, tão característicos das gentes do interior. “Temos que pensar positivo. Se não, o que vai ser de nós? Um dia, não sei quando, tudo há-de ficar bem novamente”, anseia Idália Costa.

Trabalho realizado no âmbito da unidade curricular “Jornalismo de Especialidade”, no ano letivo 2017-2018, na Universidade Autónoma de Lisboa.
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2018-02-15
Ana Cabeças
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