• Universidade Autónoma de Lisboa
  • Autónoma Academy
  • NIP-COM

UALMedia

Menu
  • Notícias
    • Livro coordenado por Jaime Lourenço apresentado na Assembleia da República23 Julho, 2026
    • Bruno Carriço Reis cocoordena livro de Sociologia da Comunicação29 Julho, 2026
    • NIP-C@M publica “Comunicação e Política: desafios contemporâneos”29 Julho, 2026
    • “Jornalismo Parlamentar: 50 anos de uma especialidade jornalística” é o novo livro NIP-C@M7 Julho, 2026
  • Reportagens
    • Aldeia-Museu José Franco: memórias moldadas em barro21 Julho, 2026
    • Lisboa é do Santo António13 Julho, 2026
    • Nimas: um espaço de resistência no coração de Lisboa23 Junho, 2026
    • Heartbeat Project: o DJ que voltou à sua terra para dar voz a quem raramente é ouvido1 Junho, 2026
  • Entrevistas
      • Júlia Lavezzo: “Quando a vida está complicada e tudo parece um caos, sento-me à mesa, começo a escrever ou a desenhar e sinto que tudo acalma”28 Julho, 2026
      • Luís Filipe Gaspar: “Para a maioria das pessoas, viajar é simpático, mas é uma vida sacrificante”17 Julho, 2026
      • Luís Castro: “Cobrir conflitos é viver constantemente entre o medo e a obrigação de contar o que se passa”30 Junho, 2026
      • José Raposo: “O ator só desiste quando desaparece fisicamente. Quando morre”15 Junho, 2026
  • Opinião
      • Opinião
        • O verniz que pintou o ódio de azul celesteGabriel Narciso
        • 20 de novembro de 2024: Dia Universal das CriançasAna Paula Pinto Lourenço
        • Mascarados de nada Cheila Lafayette
        • Carta ao Pai Natal Cheila Lafayette
      • Crónicas
        • Reflexão sobre Ljubomir e outros chefsManuel de Beja
        • “Coita de Amor” enquanto pilar televisivoManuel de Beja
        • A segunda vida da torradaGabriel Narciso
      • Críticas
        • O regresso nostálgico de Angry Odd KidsDiogo Mendes
        • Cooperativa Kallax: uma banda especialDiogo Mendes
        • Overthinking: o 8º pecado mortalTatiana Martins
  • Artigos
    • O Associativismo em Portugal: dos despejos à esperança por um futuro26 Março, 2024
    • Do desinteresse à participação: Educação no caminho para as urnas1 Março, 2024
    • Comunidade cigana: as inverdades que levam à discriminação e exclusão29 Junho, 2023
    • Neonatologia: Quem cuida dos cuidadores23 Março, 2023
  • Dossiers
    • IV Congresso Internacional do OBSERVAREUALMedia
    • Bastidores da Emissão de TVJoão Veloso
    • Conferência “Os Jovens, o Jornalismo e a Política”UALMedia
    • Projetos TVUALMedia
  • UALMedia Rádio
      • Podcasts
          • Vinil
          • Uma história para o Dia do Pai
          • PontoCom
          • Poesia
          • Passaporte Académico
          • Passagem de Turno
          • No Ar
          • Não temos paciência
          • Muda aos cinco, acaba aos dez
          • Laboratório
          • Histórias Com Sons
          • Conversa em dia
          • Conferências
          • Achas que é bonito ser feio?
          • Academycamente
      • Notícias
        • UALMedia Rádio reforça apoio no ano letivo 2025/26 da Autónoma
        • Voltamos a dar voz à solidariedade na campanha de maio do Banco Alimentar
        • As “100 Mais” de 2025
      • Podcasts Antigos
          • What´s Popin, What´s Flopin
          • Triângulo com quatro lados
          • Trepadeira
          • Trendy News
          • Top 10
          • Too Spicy
          • Thursday´s Vibez
          • Sundown
          • RitUAL
          • Reflexões da Ana
          • Ready. Gap. Go!
          • Rapresentação
          • Psicologia Para Todos
          • Ponto de Vista
          • Poddemos Descomplicar
          • Pessoas e Pessoas
          • Pensar nas expressões
          • Palavra Certa
          • O Condomínio das Intrigas
          • Malucos na Uni
          • Lusofonia
          • Lá na zona
          • Jazz and Blues
          • Incrível
          • Homo Economicus
          • Girls Like Sports 2
          • Frente & Verso
          • Falando Claramente
          • Êxitos de Sempre
          • eTalks
          • Escrito Por Linhas Tortas
          • Escolhe Tu
          • Entre Linhas
          • Educadores
          • Duas à Sexta
          • Dois à Deriva
          • Disco Por Inteiro
          • Dinosaur Cataclysm
          • Dance
          • Crónicas & Murais
          • Conversas de café
          • Confiança
          • Cão com pulgas
          • Calma
          • Café & Crime
          • Cá vai disco
          • Bola ao centro
          • As quatro da vida airada
          • Amargo & Doce
          • 2000 Watts
          • (100)DeadLines
          • ´Tàs à vontade
      • Estatutos
      • Grelha de Programação
Últimas
  • UALMedia Rádio reforça apoio no ano letivo 2025/26 da Autónoma   |   31 Jul 2026

  • NIP-C@M publica “Comunicação e Política: desafios contemporâneos”   |   29 Jul 2026

  • Bruno Carriço Reis cocoordena livro de Sociologia da Comunicação   |   29 Jul 2026

  • Júlia Lavezzo: “Quando a vida está complicada e tudo parece um caos, sento-me à mesa, começo a escrever ou a desenhar e sinto que tudo acalma”   |   28 Jul 2026

  • Livro coordenado por Jaime Lourenço apresentado na Assembleia da República   |   23 Jul 2026

  • Aldeia-Museu José Franco: memórias moldadas em barro   |   21 Jul 2026

 
-Início»Rubricas»TUALER: ‘Mil Vezes Adeus’, uma espiral de livro

TUALER: ‘Mil Vezes Adeus’, uma espiral de livro

Beatriz Rosa 30 Nov 2018 Rubricas, Rubricas, Críticas, Criticas

Sinopse da editora Asa:

“Não era intenção de Aza, uma jovem de dezasseis anos, investigar o enigmático desaparecimento do bilionário Russell Pickett. Mas estão em jogo uma recompensa de cem mil dólares e a vontade da sua melhor amiga Daisy, que se sente fascinada pelo mistério. Juntas, irão transpor a distância (tão curta, e no entanto tão vasta) que as separa de Davis, o filho do desaparecido. Mas Aza debate-se também com as suas batalhas interiores. Por mais que tente ser uma boa filha, amiga, aluna, e quiçá detetive, tem de lidar diariamente com as suas penosas e asfixiantes «espirais de pensamentos».”

Crítica:

Torna-se claro, a partir da primeira página, que a história de Aza Holmes é muito mais do que um mistério com uma melhor amiga divertida ou um romance com um rapaz que apesar de ter tudo, sente que não tem nada. É, sim, a história de uma rapariga que todos os dias sofre com uma doença bastante real para ela, mesmo que não o seja para os seus amigos. Aza sofre de uma Perturbação Obsessiva-Compulsiva (POC).

Os detalhes do transtorno mental estão incrivelmente escritos, fazendo com que o leitor se aproxime da personagem (o que seria de esperar, visto que o próprio autor sofre do mesmo). O leitor sente e compreende a dor, a ansiedade e frustração infernal de Aza, a sua preocupação constante de ter uma infeção mortal, que leva ao seu tique de abrir uma ferida no dedo, trocando freneticamente o penso que a cobre, de uma maneira quase ritualística.

A narração é bastante repetitiva, o que pode cansar alguns leitores, levando-os a fechar o livro, como, de certeza, desejaria a personagem Aza fazer de cada vez que cai na sua espiral de pensamentos da qual não pode escapar. A personagem faz as ligações mais absurdas entre as coisas, entrando em longos parágrafos de introspeção que despertam a curiosidade do leitor e o fazem refletir. O próprio título em inglês ‘Turtles All the Way Down‘, uma expressão que significa “algo que continua infinitamente”, é uma ótima metáfora para desordens mentais em geral, inclusivamente utilizada no livro numa conversa entre Aza e Daisy.

John Green tem experiência em criar personagens com as quais os jovens se conseguem identificar facilmente, e Aza Holmes não foge à regra, sendo uma adolescente complexa, ainda a desenvolver e a tentar compreender os seus sentimentos, os seus pensamentos e gostos próprios. Facilmente simpatizamos com a personagem, sentimos que ela é humana. Inclusivamente, observamos as relações que tem com as pessoas à sua volta, como a sua mãe e a sua melhor amiga e ambas nos dão a sensação que são relações reais, entre pessoas que conhecemos.

Apesar de POC estar maravilhosamente representada em Aza, a complexidade da personagem parece ser a única coisa que o livro tem realmente a oferecer. O mistério do desaparecimento do pai de Davis é um pouco “enfiado” no livro para parecer que a história evolui, quando, na verdade, até o suposto clímax da busca recebe pouca atenção e não afeta o leitor como deveria.

Daisy, a melhor amiga da personagem principal, parece servir como alívio humorístico com o seu entusiasmo exagerado e paixão por rapazes e ‘Star Wars’ – até escreve “fanfiction” sobre o Chewbacca, algo que no início tornava a personagem engraçada, mas que rapidamente se torna irritante. Nos capítulos finais do livro, a personagem é desenvolvida à pressa, e ainda que nos faça compreender o seu lado da história, dificilmente o leitor cria uma conexão com ela.

Outra personagem que não foi desenvolvida foi Davis, cujas únicas características são ser rico e não saber do paradeiro do pai. Davis tem medo que as pessoas apenas se aproximem dele pelo seu dinheiro e tem ressentimentos do pai por nunca realmente ter tido um, deixando os seus empregados a cuidar de Davis e do seu irmão mais novo Noah, que partilha alguns momentos emocionais com Aza e mesmo com Davis, que nos fazem querer compreender melhor a sua tristeza e vulnerabilidade escondidas atrás do típico rapazinho que fica fechado no quarto a jogar vídeo jogos.

Davis parece existir apenas para ser o interesse romântico de Aza e fazer-lhe perguntas que a façam voltar aos seus monólogos interiores ansiosos. Sente-se que o romance entre as duas personagens é um pouco seco e forçado principalmente em momentos cliché, como olharem para as estrelas juntos o que leva a conversas bastante filosóficas, mas também desnecessárias. De facto, a maior parte das interações com Daisy e Davis parecem existir apenas para fomentarem a mente irrequieta de Aza para assim voltarmos à “parte interessante”.

Contudo, John Green capta nesta sua obra a insegurança e ansiedade que faz parte da adolescência de uma maneira quase perfeita, tocando no tema sensível que são as desordens mentais que fará o leitor sentir, tomar as dores e simpatizar com a personagem principal. O livro padece por tentar ser mais do que é e consegue ser maçador em algumas partes, mas tudo isso é perdoado devido à escrita e compreensão maravilhosa que Green tem do que é ser adolescente. Um livro ideal para quem procura perceber as mentes ansiosas que caminham pelo mundo.

Se gostaste de ler ‘Mil Vezes Adeus’ também gostarás de ‘À Procura de Alaska’, de John Green.

2   
2018-11-30
Ana Cabeças
Artigo anterior :

Clara de Sousa: “O bom jornalista é um soldado da verdade”

Artigo seguinte :

Julieta na porta de saída

Artigos relacionados

TUaLER: “O Jogo de Ripper”, um mistério de personagens

TUaLER: “O Jogo de Ripper”, um mistério de personagens

Beatriz Rosa 02 Mar 2020
Boarding Gate: Catarina Pinheiro

Boarding Gate: Catarina Pinheiro

Diogo Carapinha 10 Jan 2019
Raio-X ao Futebol: Benfica regressa às vitórias no primeiro jogo sem Lage

Raio-X ao Futebol: Benfica regressa às vitórias no primeiro jogo sem Lage

Jaime Silva 07 Jul 2020

Veja também

UALMedia Rádio reforça apoio no ano letivo 2025/26 da Autónoma

UALMedia Rádio reforça apoio no ano letivo 2025/26 da Autónoma

Atelier de Rádio I e II: aprender fazendo A componente prática continua a ser uma das marcas distintivas da formação em Comunicação na Autónoma. No

Rádio em direto.

  • Popular
  • Últimos
  • Tags
  • UALMedia Rádio reforça apoio no ano letivo 2025/26 da Autónoma

    UALMedia Rádio reforça apoio no ano letivo 2025/26 da Autónoma

    31 Jul 2026
  • As comemorações da Revolução

    As comemorações da Revolução

    UALMedia 25 Abr 2014
  • Vinis de abril

    Vinis de abril

    João Santareno 25 Abr 2014
  • Onde estava no 25 de abril?

    Onde estava no 25 de abril?

    João Honrado 25 Abr 2014
  • 40 anos, 20 Fotos

    40 anos, 20 Fotos

    João Serralha 25 Abr 2014
  • UALMedia Rádio reforça apoio no ano letivo 2025/26 da Autónoma

    UALMedia Rádio reforça apoio no ano letivo 2025/26 da Autónoma

    31 Jul 2026
  • NIP-C@M publica “Comunicação e Política: desafios contemporâneos”

    NIP-C@M publica “Comunicação e Política: desafios contemporâneos”

    UALMedia 29 Jul 2026
  • Bruno Carriço Reis cocoordena livro de Sociologia da Comunicação

    Bruno Carriço Reis cocoordena livro de Sociologia da Comunicação

    UALMedia 29 Jul 2026
  • Júlia Lavezzo: “Quando a vida está complicada e tudo parece um caos, sento-me à mesa, começo a escrever ou a desenhar e sinto que tudo acalma”

    Júlia Lavezzo: “Quando a vida está complicada e tudo parece um caos, sento-me à mesa, começo a escrever ou a desenhar e sinto que tudo acalma”

    Rânia Maurício 28 Jul 2026
  • Livro coordenado por Jaime Lourenço apresentado na Assembleia da República

    Livro coordenado por Jaime Lourenço apresentado na Assembleia da República

    UALMedia 23 Jul 2026
  • Rádio Autónoma podcast ualmedia no ar animação vinil joão de sousa Universidade atelier Entrevista aula mariana rebocho joao santareno de sousa pontocom poesia futebol academy prática academycamente disco Leonor Noronha Lídia Belourico António Bernardino cristina patrício
  • Ficha Técnica
  • Política de Privacidade
  • Manual de redacção

Últimas notícias

Livro coordenado por Jaime Lourenço apresentado na Assembleia da República
Bruno Carriço Reis cocoordena livro de Sociologia da Comunicação
NIP-C@M publica “Comunicação e Política: desafios contemporâneos”
Júlia Lavezzo: “Quando a vida está complicada e tudo parece um caos, sento-me à mesa, começo a escrever ou a desenhar e sinto que tudo acalma”
Aldeia-Museu José Franco: memórias moldadas em barro
Luís Filipe Gaspar: “Para a maioria das pessoas, viajar é simpático, mas é uma vida sacrificante”
Lisboa é do Santo António
“Jornalismo Parlamentar: 50 anos de uma especialidade jornalística” é o novo livro NIP-C@M
Reflexão sobre Ljubomir e outros chefs
Luís Castro: “Cobrir conflitos é viver constantemente entre o medo e a obrigação de contar o que se passa”
Nimas: um espaço de resistência no coração de Lisboa
José Raposo: “O ator só desiste quando desaparece fisicamente. Quando morre”
Autónoma acolhe debate sobre cinema
Jaime Lourenço participa no ENTR, projeto da RTP apoiado pela Comissão Europeia
Isabel Nery no Festival Literário de Alcanena
Heartbeat Project: o DJ que voltou à sua terra para dar voz a quem raramente é ouvido
Arons de Carvalho assina testemunho em livro comemorativo dos 50 anos da Constituição
Autónoma recebe IV edição do seminário Pan-africanismo: Ontem e Hoje
“Coita de Amor” enquanto pilar televisivo
Fernando Orge: “Nunca me passou pela cabeça que o Alverca não chegasse lá”
Bruno de Castro Ferreira em aula aberta na Autónoma
Zungueiras: “O dinheiro não chega”
“O nosso partido é o Estoril”
Taís Pina: “Não importa de onde vens. Consegues sempre fazer a diferença se tiveres um objetivo ou um sonho”

Últimos Podcasts

  • PontoCom: Miguel van der Kellen – “Não quero ser outra coisa, quero mesmo ser isto”
  • Vinil: Black – Wonderful life
  • PontoCom: Karina Sofela – “Ainda não sei qual o meu propósito, deixo a vida me levar”
  • Vinil: Mr. Mister – Broken wings
  • Vinil: Dream Academy – Life in a northen town 
© Copyright 2024, Todos os direitos reservados | Website desenvolvido por: Trace - Soluções Internet
Escola Superior de Enfermagem