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Dar voz a quem não tem voz debaixo de fogo

Jornalismo de guerra

Cátia Valente 07 Mar 2019 Artigos, Artigos

Deslocam-se para países em guerra, enfrentam cenários e condições degradantes para cumprir a única função possível ao jornalismo: contar a verdade. Num dia a dia incerto, (sobre) vivem para informar o público e contar histórias que mudam o curso da Humanidade.

Muito poucas pessoas têm a coragem de arriscar a própria vida no exercício da sua função, muito menos, quando existem outras alternativas profissionais, como ficar na redação a escrever sobre inúmeros acontecimentos que todos os dias acontecem ao virar da esquina. No entanto, para quem nasceu com o verdadeiro espírito de missão de informar ficar na zona de conforto, sem poder mostrar aos leitores, ouvintes ou espectadores, o que as barreiras institucionais ou mesmo geográficas tornam invisíveis, o dia a dia não faria sentido. Como escreveu o célebre repórter de guerra polaco Ryszard Kapuscinski, “O Cínicos Não Servem para Este Ofício”, título que deu origem a um livro sobre o jornalismo onde o autor refere que quem não for de boa índole e não estiver disposto a sacrifícios não vale a pena seguir a profissão.

Ao longo da História, são muitos os nomes de jornalistas-heróis que morreram em reportagem, à procura de factos numa zona de combate, onde existem sequestros, torturas e mortes. Com a sua célebre frase “se a fotografia não está o suficientemente boa é porque não estavas o suficientemente perto do acontecimento”, o fotógrafo Robert Capa, que acabou por morrer durante o rebentamento de uma mina, em Indochina, tornou-se o mais mítico de todos os repórteres, depois de ter feito a cobertura da Guerra Civil Espanhola, Segunda Guerra Mundial, entre tantos outros palcos de conflito.

De acordo com o Comité Internacional para a Proteção dos Jornalistas, desde 1992 até ao início deste ano, morreram, no total, 1861 jornalistas em cenários de guerra. A Síria e o Iraque são os países que apresentam o maior número de jornalistas mortos, com um registo de 139 na Síria e 219 no Iraque. Na sua maioria, são assassinados e mortos na frente de combate.

Emídio Fernando, que foi durante muitos anos jornalista de guerra da rádio TSF e que esteve presente em conflitos como Angola, Bósnia, Iraque e Ruanda, salienta que um dos maiores riscos é o de não estar preparado psicologicamente. “Conheço alguns jornalistas que quebraram no terreno e entraram em depressão. E isso, antes de mais, prejudica o órgão que investiu muito dinheiro para enviar o repórter para o local”, explica o jornalista.

José Manuel Rosendo, jornalista da Antena 1 e que acompanhou diversas situações internacionais, reforça que “o jornalista tem de assumir esse risco porque não há outra forma de fazer o trabalho. Pode ser um risco calculado e devem ser tomadas medidas que reduzam esse risco, mas há sempre uma grande dose de imprevisibilidade numa zona de conflito. A experiência ajuda também a enfrentar e resolver problemas”.

Preparação física e psicológica  

Um outro perigo consiste na falta de preparação a vários níveis. Um repórter de guerra não deve prescindir de uma pesquisa prévia do sítio para onde vai. Com base no manual Conflict sensitive journalism: best practices and recommendations da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), para além das barreiras linguísticas, é importante ter em conta, a fauna e flora do país em questão, clima, especificidades das operações de combate, tipos de armamento utilizado, doenças existentes, medicamentos que possam ser necessários e diferenças religiosas e culturais, que devem ser respeitadas. “Violar estes princípios pode colocar toda a reportagem em perigo”, alerta Emídio Fernando.

No entender do jornalista da Antena 1 José Manuel Rosendo, devemos estar “psicologicamente preparados para ver o pior: atrocidades, pessoas mortas, sofrimento. O cenário é esse e não há que esperar algo diferente. É preciso ‘ter estômago’ e perceber que o jornalista está lá para observar, interpelar, interpretar e contar”. Outros cuidados são relativos à roupa e à sua adequação consoante o país. Como aconselha Emídio Fernando, “uma repórter deve tapar o cabelo, se for para um país de maioria muçulmana e um repórter nunca deve ir de calções, pois pode ferir sensibilidades”.

Em palcos de guerra, a alimentação é um bem escasso e também é preciso estar preparado para ser resiliente e levar mantimentos essenciais que permitem a sobrevivência e resistir à fome. “Há uma regra fundamental na bagagem: levar comprimidos para travar uma possível diarreia e frutas secas, pois não pesam e são, muitas vezes, a salvação para enganar a fome”, confessa Emídio Fernando. No contexto bélico, tudo depende da situação, da guerra, do local e de outras variantes. As poucas horas dormidas podem ser feitas ao relento ou até em hotéis de luxo. Alguns dos alojamentos que Emídio Fernando recorda são “chão de escolas, aeroportos degradados, hotéis de luxo, casas de desconhecidos, tendas, no chão debaixo de um carro, em contentores, etc.”.

José Manuel Rosendo acrescenta ainda que “uma boa condição física é também fundamental. No terreno, as caminhadas são frequentes. Por vezes, é preciso passar uns dias sem um banho. Mas é assim”.

Dos anos 90 até à atualidade

O primeiro conflito bélico com grande cobertura mediática foi a Guerra do Golfo, em 1990. “Foi através da estação norte-americana CNN [Cable News Network], que o mundo teve possibilidade de ver a Guerra quase em tempo real. Muitos momentos foram mesmo em direto. Daí para cá, todos quiseram fazer o mesmo”, lembra José Manuel Rosendo.

Emídio Fernando considera que o jornalismo de guerra não tem evoluído como seria desejável e que “os jornalistas passaram a ser mais controlados no terreno”. O atualmente editor no jornal Nova Gazeta de Angola lamenta que “de um jornalismo que deveria contar estórias, descrever locais e momentos, ser o ouvido e os olhos do ouvinte/leitor, se tenha passado para um jornalismo de quase ficção”, adianta o especialista.

Por outro lado, o jornalista da Antena 1 afirma ainda que “todos os conflitos são diferentes, desde protagonistas, interesses políticos e geoestratégicos, luta por recursos, até às próprias caraterísticas bélicas que mudaram ao longo do tempo”, argumentando que “já não temos a guerra clássica entre dois exércitos. A maioria dos conflitos de hoje envolve exércitos nacionais, mas também grupos armados e, por vezes, os próprios grupos armados entram em conflito entre eles”.

Objetividade vs. sensacionalismo

Atualmente, o poder dos meios de comunicação em manipular a informação e imagens é cada vez maior e mais fácil. “Sobretudo, a partir da guerra do Iraque (a última), tudo mudou. E nunca mais vai ser igual. O jornalista está permanentemente condicionado. Hoje, só consegue cobrir a guerra quem consegue ficar no terreno meses ou anos. Ou seja, quem pode. O mesmo é dizer os grandes jornais ingleses ou norte-americanos e as cadeias de televisão de grande envergadura. Há livros com grandes reportagens no Iraque e Afeganistão, mas escritos por repórteres que vivem lá, com condições especiais. Até um exército de segurança têm”, releva Emídio Fernando.

Quanto à tendência para o sensacionalismo e para o chamado infotainment (infoentretenimento), que tem sido identificado em inúmeros estudos de análise de discurso aos media, José Manuel Rosendo defende que “não será de estranhar que um texto provoque emoções no leitor, quando relata casos de sofrimento e morte, normalmente, de populações indefesas. Mas procurar um ângulo que pretenda, a qualquer preço, provocar essas emoções no leitor, não é um trabalho jornalístico decente. Nem honesto”.

A responsabilidade da escrita

A procura da verdade, atualidade e instantaneidade são algumas máximas sagradas do jornalismo. A importância do cumprimento destes princípios no jornalismo de guerra é total, mas a aplicabilidade é, como elucida Emídio Fernando, quase nula. “Apenas a instantaneidade ‘sobrevive’, mas é perigosa. Isto porque dá uma ideia do momento, conta os minutos seguintes e não passa disso. Fica pela espuma. Quando se faz uma reportagem – seja ela qual for – é obrigação do jornalista transportar o ouvinte/leitor para o local, mas com enquadramento e com alguma explicação. Numa guerra, a responsabilidade aumenta. A reportagem de guerra não deve ser limitada a contar o número de mortes ou as dificuldades do povo. Há todo um enquadramento que se deve fazer”, adverte o antigo repórter de guerra da TSF.

O jornalista deve compreender o seu dever e reportar fielmente os factos. O rigor é outro dos princípios sagrados da profissão. Emídio Fernando adverte que o “jornalismo deve ser igual em qualquer circunstância: tentar contar com o máximo rigor possível, sem dramatismos, sem teatros e sem querer transformar o jornalista numa vedeta. Na guerra, esta tendência aumenta, sobretudo entre os jornalistas televisivos, o que é errado. Num contexto bélico, é preciso ter-se muito bom senso para não se cometer loucuras. E alguma frieza. Depois, há o lado da preparação. No nosso caso, a guerra é sempre distante. É preciso estarmos bem informados e bem documentados”. O apoio da redação também se revela essencial para que o repórter se sinta o mais ‘protegido’ possível.

Na primeira pessoa

Jorge Simão, fotojornalista e um dos fundadores da 4See Photographers, esteve presente na Primavera Árabe ao serviço do jornal Expresso. O repórter fotográfico relata o caos que vivenciou para conseguir as fotografias que lhe valeram o Prémio Gazeta da Fotografia, em 2012: “Fui para a cidade do Cairo, no Egito, e estive lá três semanas em reportagem, com a minha colega Margarida. Só consegui levar um capacete de proteção. Não levei nem colete à prova de bala nem máscara de gás. Não houve tempo para estes materiais, uma vez que a missão foi dada no dia anterior à viagem. Já no local, na praça de Tahrir, tínhamos de cobrir os dois lados das manifestações: o grupo pró-Mubarak [Presidente do Egito, na altura] e a oposição. Tirar fotografias, num clima de extrema confusão, no meio de pedras e pauladas, era bastante complicado. Tinha de estar sempre com atenção e medir os riscos.”

No caso de Emídio Fernando, o jornalista recorda duas situações: “Por exemplo, passei parte da guerra da Bósnia, como se estivesse a ver um filme. Tive mais a noção onde estive, quando cheguei à minha varanda e percebi que poderia acontecer em qualquer lugar e que eu poderia estar aos tiros com o meu vizinho. Nunca sabemos o que nos espera. Por mais que uma pessoa se sinta apto para enfrentar um cenário de guerra, ninguém está preparado para assistir ao que eu assisti no Ruanda.” O filme “Hotel Ruanda”, realizado por Terry George, em 2004, mostra, exatamente, o horror testemunhado por Emídio Fernando.

Das muitas experiências vividas por José Manuel Rosendo, o repórter não esquece imagens de “crianças mortas em caves de prédios bombardeados, famílias que a guerra ‘partiu ao meio’, gente de olhar destroçado perante a casa reduzida a um monte de escombros… hospitais cheios de feridos onde não há medicamentos nem outros recursos… funerais de gente com raiva a prometer vingança… Nunca podemos dizer que já assistimos a tudo, mas já vi muita coisa.”

Banalização do “choque”

A fotografia tem sido reconhecida como uma das mais poderosas linguagens ao serviço do jornalismo. As imagens denunciam e poem a nu realidades incómodas. A viralização de imagens como a de Alan Kurdi, o menino sírio de três anos, cujo corpo deu à costa numa praia turca ou como a de Omran Daqneesh, o menino sentado na ambulância, cheio de sangue e de pó, após ser retirado dos escombros de um prédio, na cidade de Aleppo, na Síria. Atualmente, a circulação de imagens contribuiu para a banalização do “choque”, embora continue a mobilizar a opinião pública.

Na opinião de Jorge Simão, o fator de “choque” está sempre presente. “Hoje em dia, existe, de facto, uma proliferação de imagens bastante grande. Mas acho que as pessoas continuam sempre a querer estar atentas aos acontecimentos no mundo. Por isso, estamos mais habituados às imagens que são sempre chocantes”, afirma o fotojornalista.

“As pessoas gostam de estar informadas. Se os jornalistas explicarem os acontecimentos às pessoas elas ficam a perceber os contornos dos conflitos e, desta forma, não vão fazer a interpretação de ter sido “apenas mais um atentado” ou “mais um bombardeamento”, adianta o jornalista da Antena 1.

Era da imediaticidade ou fragilidade

A era da imediaticidade e da notícia atualizada ao momento é uma constante exigida na sociedade atual. As redes sociais são ferramentas de divulgação destas notícias. Emídio Fernando esclarece que estas podem ser uma vantagem “se forem tratadas como devem ser, isto é, unicamente como fontes que carecem de confirmação.”

O jornalista acrescenta ainda que “as redes sociais nunca devem ser vistas como substitutos de jornalistas. São meras fontes. Mas, infelizmente, não é o que tem acontecido”. José Manuel Rosendo reforça esta ideia, sublinhando que “muitas vezes, as notícias chegam às redes sociais adulteradas com o objetivo de favorecer uma das partes envolvida nos conflitos.”

A crise financeira do jornalismo, agudizada pelo aparecimento do digital, ainda uma incógnita quanto ao modelo acertado de sustentabilidade, tem fechado os jornalistas nas redações e reduzido o número de reportagens no terreno. Ao contrário do que aconteceu na primeira metade dos anos 90, em Portugal, período de grande prosperidade jornalística, quanto é preciso noticiar os acontecimentos de guerra, a tendência dos meios de comunicação portugueses tem sido para comprar peças e fotografias das grandes agências de notícias como Reuters ou AFP (Agence France Press). Hoje, são poucos os jornalistas portugueses que partem para palcos de conflito, de onde, no entanto, poderiam trazer um olhar único sobre tantas realidades indesejáveis. “Em Portugal não me parece que se possa dizer que tenhamos ‘repórteres de guerra’. Existem alguns jornalistas que, de vez em quando, vão em reportagem a zonas de conflito. Tenho a certeza que gostariam de ir mais vezes, mas a situação financeira da maioria dos órgãos de comunicação social não o permite”, conclui José Manuel Rosendo.

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Conflitos guerra Jornalismo 2019-03-07
Cátia Valente
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