• Universidade Autónoma de Lisboa
  • Autónoma Academy
  • NIP-COM

UALMedia

Menu
  • Notícias
    • Isabel Nery publica grande reportagem no PÚBLICO27 Janeiro, 2026
    • DCC organiza conferência ADN Autónoma16 Janeiro, 2026
    • Paula Lopes eleita presidente do Conselho Científico da Autónoma4 Dezembro, 2025
    • Autónoma estreita relações com entidades militares brasileiras28 Novembro, 2025
  • Reportagens
    • Quando a redação deixa de ser um lugar: a resistência da Visão20 Janeiro, 2026
    • Cova da Piedade: um clube que nunca deixou de acreditar13 Janeiro, 2026
    • Web Summit: Portugal no ecrã, cultura em destaque12 Dezembro, 2025
    • Foram manifestamente exageradas as notícias sobre a morte do vinil27 Outubro, 2025
  • Entrevistas
      • Manuel Pureza: “O humor serviu-me para desarmar murros”29 Janeiro, 2026
      • Nuno Borges: “O que separa os melhores é a disponibilidade mental, a atitude e a experiência”23 Janeiro, 2026
      • José Luís Carneiro: “Todos os dias estamos a ser objeto de escrutínio”8 Janeiro, 2026
      • Proença de Carvalho: “Nunca me senti talhado para julgar pessoas, senti-me sempre vocacionado para as defender”5 Janeiro, 2026
  • Opinião
      • Opinião
        • O verniz que pintou o ódio de azul celesteGabriel Narciso
        • 20 de novembro de 2024: Dia Universal das CriançasAna Paula Pinto Lourenço
        • Mascarados de nada Cheila Lafayette
        • Carta ao Pai Natal Cheila Lafayette
      • Crónicas
        • O verniz que pintou o ódio de azul celesteGabriel Narciso
        • O clássico como um livro: Farioli escreve o capítulo que Mourinho não conseguiuAntónio Barrocas
        • O regresso nostálgico de Angry Odd KidsDiogo Mendes
      • Críticas
        • O regresso nostálgico de Angry Odd KidsDiogo Mendes
        • Cooperativa Kallax: uma banda especialDiogo Mendes
        • Overthinking: o 8º pecado mortalTatiana Martins
  • Artigos
    • O Associativismo em Portugal: dos despejos à esperança por um futuro26 Março, 2024
    • Do desinteresse à participação: Educação no caminho para as urnas1 Março, 2024
    • Comunidade cigana: as inverdades que levam à discriminação e exclusão29 Junho, 2023
    • Neonatologia: Quem cuida dos cuidadores23 Março, 2023
  • Dossiers
    • IV Congresso Internacional do OBSERVAREUALMedia
    • Bastidores da Emissão de TVJoão Veloso
    • Conferência “Os Jovens, o Jornalismo e a Política”UALMedia
    • Projetos TVUALMedia
  • UALMedia Rádio
      • Podcasts
          • Vinil
          • Uma história para o Dia do Pai
          • Too Spicy
          • PontoCom
          • Ponto de Vista
          • Poesia
          • Passaporte Académico
          • Passagem de Turno
          • No Ar
          • Não temos paciência
          • Laboratório
          • Histórias Com Sons
          • Frente & Verso
          • Escrito Por Linhas Tortas
          • Dois à Deriva
          • Confiança
          • Conferências
          • Calma
          • Café & Crime
          • Achas que é bonito ser feio?
          • Academycamente
      • Notícias
        • As “100 Mais” de 2025
        • Rádio no Banco Alimentar
        • Academycamente: Vamos de férias, mas é ouvir!
      • Podcasts Antigos
          • What´s Popin, What´s Flopin
          • Triângulo com quatro lados
          • Trepadeira
          • Trendy News
          • Top 10
          • Thursday´s Vibez
          • Sundown
          • RitUAL
          • Reflexões da Ana
          • Ready. Gap. Go!
          • Rapresentação
          • Psicologia Para Todos
          • Poddemos Descomplicar
          • Pessoas e Pessoas
          • Pensar nas expressões
          • Palavra Certa
          • O Condomínio das Intrigas
          • Malucos na Uni
          • Lusofonia
          • Lá na zona
          • Jazz and Blues
          • Incrível
          • Homo Economicus
          • Girls Like Sports 2
          • Falando Claramente
          • Êxitos de Sempre
          • eTalks
          • Escolhe Tu
          • Entre Linhas
          • Educadores
          • Duas à Sexta
          • Disco Por Inteiro
          • Dinosaur Cataclysm
          • Dance
          • Crónicas & Murais
          • Conversas de café
          • Cão com pulgas
          • Cá vai disco
          • Bola ao centro
          • As quatro da vida airada
          • Amargo & Doce
          • 2000 Watts
          • ´Tàs à vontade
      • Estatutos
      • Grelha de Programação
Últimas
  • Carolina Steffensen: “A televisão não é a minha vida”   |   06 Fev 2026

  • O verniz que pintou o ódio de azul celeste   |   04 Fev 2026

  • Cármen Monereo assina capítulo de livro sobre Media, Arte e Tecnologia no espaço lusófono   |   03 Fev 2026

  • Manuel Pureza: “O humor serviu-me para desarmar murros”   |   29 Jan 2026

  • Isabel Nery publica grande reportagem no PÚBLICO   |   27 Jan 2026

  • Nuno Borges: “O que separa os melhores é a disponibilidade mental, a atitude e a experiência”   |   23 Jan 2026

 
-Início»Reportagens»Tuk-tuk: turismo sobre três rodas

Tuk-tuk: turismo sobre três rodas

Rita Mendes 29 Ago 2015 Reportagens

Há quem goste e há quem não goste, mas o facto é que os tuk-tuk vieram para ficar. Este novo veículo permite conhecer a cidade de Lisboa em pormenor e de uma forma confortável.

Rafaela Lobo, 27 anos e Nuno, 45 anos têm uma coisa em comum. Ambos ficaram sem trabalho recentemente e necessitaram de encontrar forma de sustento. Foi aí que ficaram a conhecer o negócio dos tuk-tuk e que se tornaram condutores deste novo meio de transporte turístico me Lisboa.

Os tuk-tuk são uma espécie de motorizada com três rodas, que pode transportar até seis pessoas. “Em uma ou duas horas os clientes vêm muito mais e podem ir a sítios onde, por exemplo, os autocarros e elétricos não passam”, explica Rafaela que trabalha na Tuk Tuk Lisboa, empresa que já opera em Lisboa há cinco anos e foi a primeira a aparecer na capital.

“Alguns jovens portugueses também já procuram os tuk-tuk, por curiosidade e para fazerem algo diferente”

Este transporte turístico não tem um sistema de taxímetro e é pago por minutos ou horas. Desta forma, os clientes podem pedir para o condutor os levar a qualquer local, sem terem uma rota pré-definida e sem terem de pagar consoante os quilómetros. “Podemos ir para onde as pessoas quiserem. Se quiserem ir comigo para a praia da Costa da Caparica, levo as pessoas até lá”, diz Rafaela. No entanto, segundo Nuno, as pessoas ficam-se muito pela zona central da cidade de Lisboa: “Normalmente, o que é mais pedido é aqui a zona antiga da cidade, depois Bairro Alto, Príncipe Real ou mesmo Belém.”

Os turistas são os principais clientes dos tuk-tuk, uma vez que os preços não são muito chamativos para o português comum. “Se for uma família, onde o pai paga por todos, custa para um português” confessa Rafaela. Na empresa onde trabalha, o cenário dos preços varia entre 30 euros por meia hora, 50 por uma hora, 80 por duas horas e assim sucessivamente até chegar ao dia inteiro. Rafaela e Nuno dizem que cada vez há mais portugueses a procurar este transporte. No entanto, são muito poucos, comparados com os estrangeiros. “Ao fim-de-semana já há alguns portugueses, vindos do Norte e assim, que acham piada e querem experimentar” conta Nuno. Alguns jovens portugueses também já procuram os tuk-tuk, por curiosidade e para fazerem algo diferente. Rafaela diz que “se foram seis jovens e cada um pagar pelo menos 8/10 euros, já não é assim tão limitativo.”

Aos olhos dos portugueses

Não é assim que Joana e Miguel, de 20 anos, pensam. “São tão pequenos, mas tão caros. Porquê!?”. Acham que os preços são bastante limitativos para os portugueses. Tal como estes dois jovens, grande parte dos portugueses nunca andou de tuk-tuk. Este transporte tem uma componente turística e, por isso, é diferente de todos os outros transportes. Miguel chama-os mesmo de “guias turísticos”. Tal como os condutores, as pessoas que andam por Lisboa notam diferenças significativas entre os diversos transportes. “Levam as pessoas onde querem, por sítios onde transportes maiores não podem levar, o que permite que conheçam mais partes da cidade” realça Maria, 56 anos, enquanto observa a motorizada pelas ruas da cidade.

“As principais queixas por parte dos taxistas recaem sobre o facto de terem de pagar uma grande quantia para poderem desempenhar a sua profissão, enquanto qualquer um pode ser condutor de tuk-tuk”

Os tuk-tuk surgiram em países em desenvolvimento, sobretudo asiáticos. Nestes países são utilizados para transporte de pessoas, mas também mercadorias. Atualmente, já estão presentes em inúmeros locais. Em Portugal, mais precisamente em Lisboa, estes veículos já existem há aproximadamente cinco anos. “De início achei estranho ver aquilo a andar por aí”, diz Maria que mora em Lisboa e foi vendo a evolução dos tuk-tuk na cidade. No entanto, hoje em dia já começa a ser uma realidade com que se depara todos os dias. “Agora já começa a ser normal”, continua. Joana e Miguel têm a mesma perspetiva. Mesmo sabendo que este veículo não apareceu aqui e que, de início, talvez não se identificasse com hábitos e a cultura da cidade, já se começam a habituar. “Acho que agora já se tornou um pouco parte da cidade. Grande parte das pessoas já conhece os tuk-tuk, embora não tenham começado aqui em Lisboa. Pode-se dizer que já se começou a entranhar, vá”, afirma Joana. De certa forma, este transporte acaba por levar os clientes a outros sítios da cidade, o que aumenta o comércio de alguns estabelecimentos mais escondidos. “Penso que pode ajudar o comércio, porque transportam turistas a mais sítios” diz Maria.

A guerra com os taxistas

Se, para os lisboetas, os tuk-tuk já se começam a “entranhar”, a opinião dos taxistas não é a mesma. A guerra entre os condutores destes dois veículos está acesa e não se vê luz ao fundo do túnel para a resolução do conflito. As principais queixas por parte dos taxistas recaem sobre o facto de terem de pagar uma grande quantia para poderem desempenhar a sua profissão, enquanto qualquer um pode ser condutor de tuk-tuk. Paulo Lopes, 46 anos conduz um táxi e diz não ter grande problema com os tuk-tuk e os seus condutores. Simplesmente, acha injusto “a facilidade com que estes entram no negócio e circulam por todo o lado”. As diferenças são bastante visíveis quanto ao recrutamento. No caso de Rafaela, é ela própria quem diz que o processo de entrar no negócio dos tuk-tuk é bastante fácil: “Não mandei currículo, fui mesmo à garagem falar com eles, fiz um test drive e entrei logo.” Os taxistas têm de tirar uma espécie de curso para poderem andar com os táxis; um condutor de tuk-tuk necessita apenas da carta de condução e de fazer um test drive.

O aumento destas motorizadas também acaba por ser um problema, uma vez que é cada vez maior o número de tuk-tuk a circular pela cidade de Lisboa. “Agora, em cada esquina há uma paragem de tuk-tuk. Há uns tempos, isto não era assim”, afirma Paulo. Só este ano, surgiram inúmeras empresas relacionadas com estes veículos… para não falar dos que são independentes. Rafaela explica que “estão a aparecer bastantes tuk-tuks, cada vez mais, e isto está a ficar um bocado saturado. O ano passado havia três empresas, agora há 20 e tal e mais de 300 carros tuk-tuk a circularem por Lisboa”.

Já são muitas as entidades que defendem que a Câmara Municipal de Lisboa deve regulamentar a circulação destes veículos e estipular um número limite de tuk-tuk a circular. Enquanto essas medidas não forem tomadas a guerra entre os condutores de táxis e de tuk-tuk vai continuar a ficar mais acesa.

Trabalho realizado no âmbito da unidade curricular “Técnicas Redactoriais”, no ano letivo 2014-2015, na Universidade Autónoma de Lisboa.

    
2015-08-29
Autor UALMedia
Artigo anterior :

Catarina Gouveia: “Gosto de tudo o que me desafie e me torne mais competente e profissional”

Artigo seguinte :

Cristina Esteves: “Esta profissão tem egos”

Artigos relacionados

Algo velho, algo novo: slow fashion em Portugal

Algo velho, algo novo: slow fashion em Portugal

Beatriz Rosa 25 Jul 2019
Jovens, Jornalismo e Política em debate na Autónoma

Jovens, Jornalismo e Política em debate na Autónoma

Bárbara Galego e Pedro Gonçalves 30 Jun 2022
Fátima: religião ou negócio?

Fátima: religião ou negócio?

Catarina Carvalho 12 Set 2014

Veja também

Carolina Steffensen: “A televisão não é a minha vida”

Carolina Steffensen: “A televisão não é a minha vida”

A Licenciatura em Ciências da Comunicação na Universidade Autónoma de Lisboa marcou o início deste percurso. Quando é que percebeu que queria seguir comunicação?  O

Rádio em direto

  • Popular
  • Últimos
  • Tags
  • Carolina Steffensen: “A televisão não é a minha vida”

    Carolina Steffensen: “A televisão não é a minha vida”

    Marta Colaço 06 Fev 2026
  • As comemorações da Revolução

    As comemorações da Revolução

    UALMedia 25 Abr 2014
  • Vinis de abril

    Vinis de abril

    João Santareno 25 Abr 2014
  • Onde estava no 25 de abril?

    Onde estava no 25 de abril?

    João Honrado 25 Abr 2014
  • 40 anos, 20 Fotos

    40 anos, 20 Fotos

    João Serralha 25 Abr 2014
  • Carolina Steffensen: “A televisão não é a minha vida”

    Carolina Steffensen: “A televisão não é a minha vida”

    Marta Colaço 06 Fev 2026
  • O verniz que pintou o ódio de azul celeste

    O verniz que pintou o ódio de azul celeste

    Gabriel Narciso 04 Fev 2026
  • Cármen Monereo assina capítulo de livro sobre Media, Arte e Tecnologia no espaço lusófono

    Cármen Monereo assina capítulo de livro sobre Media, Arte e Tecnologia no espaço lusófono

    UALMedia 03 Fev 2026
  • Manuel Pureza: “O humor serviu-me para desarmar murros”

    Manuel Pureza: “O humor serviu-me para desarmar murros”

    Maria Leonor Cunha 29 Jan 2026
  • Isabel Nery publica grande reportagem no PÚBLICO

    Isabel Nery publica grande reportagem no PÚBLICO

    UALMedia 27 Jan 2026
  • Rádio Autónoma podcast ualmedia no ar animação vinil joão de sousa Universidade atelier Entrevista aula mariana rebocho poesia pontocom joao santareno de sousa prática disco futebol academy academycamente cristina patrício Leonor Noronha Lídia Belourico António Bernardino
  • Ficha Técnica
  • Política de Privacidade
  • Manual de redacção

Últimas notícias

Carolina Steffensen: “A televisão não é a minha vida”
O verniz que pintou o ódio de azul celeste
Manuel Pureza: “O humor serviu-me para desarmar murros”
Cármen Monereo assina capítulo de livro sobre Media, Arte e Tecnologia no espaço lusófono
Isabel Nery publica grande reportagem no PÚBLICO
Nuno Borges: “O que separa os melhores é a disponibilidade mental, a atitude e a experiência”
Quando a redação deixa de ser um lugar: a resistência da Visão
DCC organiza conferência ADN Autónoma
O clássico como um livro: Farioli escreve o capítulo que Mourinho não conseguiu
José Luís Carneiro: “Todos os dias estamos a ser objeto de escrutínio”
Proença de Carvalho: “Nunca me senti talhado para julgar pessoas, senti-me sempre vocacionado para as defender”
Cova da Piedade: um clube que nunca deixou de acreditar
Isabel Jonet: “Gostava muito que o Banco Alimentar pudesse fechar, significava que não era necessário”
Sofia Aparício: “Prejudicou-me bastante a vida, perdi trabalho, mas nunca me arrependi”
Web Summit: Portugal no ecrã, cultura em destaque
Paula Lopes eleita presidente do Conselho Científico da Autónoma
Autónoma estreita relações com entidades militares brasileiras
Nuno Gomes: “Dentro de campo são 11 contra 11  e, muitas vezes, os melhores não ganham”
UAL em destaque na Conferência Internacional sobre Reclusão
Renata Belo: “Comecei a fazer dobragens quando tinha três anos”
Luís Bernardino publica artigo sobre Brasil e a CPLP
Cármen Monereo participa no Djar Fogo International Film Festival
Foram manifestamente exageradas as notícias sobre a morte do vinil
Manuel Damásio: “O Benfica toda a vida foi um clube do povo. Eu também sou do povo”

Últimos Podcasts

  • Academycamente: O boom da Ciências dos Dados
  • Academycamente: Criação de marcas com inteligência artificial
  • Passaporte Académico: Aprender línguas no estrangeiro
  • Passaporte Académico
  • Não temos paciência: Nostalgia
© Copyright 2024, Todos os direitos reservados | Website desenvolvido por: Trace - Soluções Internet
Escola Superior de Enfermagem