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-Início»Opinião»Opinião»Opinião»O nome dele é Elliot. Um guia sobre pessoas transgénero para os jornais portugueses

O nome dele é Elliot. Um guia sobre pessoas transgénero para os jornais portugueses

Beatriz Rosa 04 Dez 2020 Opinião, Opinião, Opinião

“Atriz Ellen Page” escreveram em título o Correio da Manhã e o Diário de Notícias. “Ellen Page” escreveu o Público e o Observador. Tenho uma notícia para todos os jornais portugueses: o nome dele é Elliot.

Elliot Page, protagonista do filme Juno e ator na série Umbrella Academy, assumiu-se como transgénero no dia 1 de dezembro, a partir das redes sociais. Utiliza os pronomes Ele/Elu (He/They), e diz: “Não sei por onde começar para expressar como é finalmente amar quem sou o suficiente para perseguir o meu ‘eu’ autêntico”.

O texto, assinado “Com amor, Elliot”, não continha apenas a felicidade do ator por estar a assumir o seu género, mas também factos sobre a discriminação contra pessoas transgénero. “Só em 2020 foram reportadas pelo menos 40 mortes de pessoas transgénero, a maioria negras ou latinas”, adiciona, explicando o medo que vem com assumir quem é.

Elliot identifica-se como transgénero, utiliza pronomes masculinos e não-binários, e é queer. Uma pessoa é transgénero quando passa a ser de um género diferente do que lhe foi dado ao nascimento, sem necessidade de mudar o sexo. Uma pessoa não-binária é alguém que não se sente bem dentro da binária de género (ele ou ela), e uma pessoa queer é alguém não heterosexual.

Elliot acaba com uma mensagem de esperança: “Para todas as pessoas trans que lidam com assédio, ódio-próprio, abuso e a ameaça de violência todos os dias: eu vejo-vos”.

Texto que Page publicou nas redes sociais

 

Veem, jornais? Não é assim tão difícil.

Imediatamente após a publicação de Page, jornais internacionais noticiaram Elliot e as redes sociais impressionaram-se com o respeito e cuidado que tiveram nas suas palavras – como qualquer jornal deve ter com qualquer tema. Até a página de Wikipedia em poucos minutos foi atualizada para ter os pronomes corretos do ator. No dia seguinte, veio a desilusão: os grandes jornais portugueses falharam redondamente, utilizando o nome antigo de Elliot e chegando até ao desrespeito de utilizar o pronome “ela”. Dos mencionados anteriormente, apenas o Público corrigiu o seu erro. Este desrespeito reflete a ignorância que ainda existe em Portugal acerca de assuntos LGBTI+ e como os abordar. É ainda pior este acontecer no título de uma notícia, a primeira coisa que as pessoas leem, por vezes, a única. Esperemos o erro não ter sido por algo tão fútil como clicks, pois quando um jornal coloca o seu lucro acima do tratamento adequado do que notícia, já não é um jornal.

O Diário de Notícias não só utiliza o nome antigo de Elliot, como continua a usar os pronomes Ela/Dela e uma fotografia anterior a Page assumir-se

 

Querendo acreditar que os erros feitos pelos jornais portugueses foram apenas ignorância, como futura jornalista, escrevo um pequeno guia para o erro não ser repetido:

  • Utilizar os pronomes corretos da pessoa. Isto é o mínimo dos mínimos;
  • Nunca utilizar o nome antigo da pessoa. Para pessoas transgénero, ouvir o seu nome de nascença  causa disforia e desconforto;
  • Se for absolutamente necessário utilizar o nome antigo (em último caso), esclarecer que este é o nome antigo e já não deve ser usado, ou utilizar citação da pessoa a dizê-lo;
  • Nunca dizer “Pessoa era X, agora é X”, pois isso implica escolha, e ser transgénero não o é. Elliot sempre foi Elliot e sempre se sentiu como Elliot, apenas não se assumia como tal;
O Observador caiu neste erro facilmente corrigível. A sua zona de comentários é também lamentável, cheia de pessoas a invalidar a identidade de Page

 

  • Mesmo quando se aborda o passado da pessoa, deve-se escrever sempre com o nome e pronomes atuais pelas razões já citadas;
  • Dar contexto através dos feitos da pessoa, não através do seu nome antigo – portugueses lembram-se mais facilmente quem é Elliot Page mencionando os filmes em que elu já participou do que pelo nome;
  • Utilizar fotografias recentes, pois fotografias retiradas antes da pessoa se assumir podem causar disforia;
  • Se a pessoa preferir ser tratada por vários pronomes, utilizar todos. Nunca utilizar apenas um ou outro, mas sim alternar entre os pronomes preferidos;
O Correio da Manhã refere-se ao ator no passado no género feminino e utiliza fotos antigas

 

  • Especificar sempre não só os pronomes em português, mas também na língua original da pessoa;
  • O pronome inglês They, que é um pronome singular sem género, não se traduz para Eles, apesar de They também ser utilizado no plural. O novo pronome português sem género mais concordado pela comunidade Não-Binária é Elu/Delu. Ajudem a normalizá-lo;
  • A missão do jornal é informar. Deem definições do que é ser transgénero, não-binário, ou qualquer outro termo mencionado.
Estas são as bases para escrever respeitosamente sobre pessoas transgénero. Um jornal ser ignorante e manter-se ignorante quando esta informação é facilmente acessível e já conhecida do grande público é inadmissível. Os que acham estes cuidados “demais” devem trabalhar para melhorar a sua empatia. Os jornais influenciam diretamente a perspetiva das pessoas, vamos fazer com que essa perspetiva seja de aceitação e respeito.

 

Referências:
Como apoiar pessoas transgénero na tua vida
O que fazer e não fazer como um aliado
Como falar com pessoas que são transgénero e não-binárias

Este texto foi publicado no blogue “Fora Deste Mundo” e é aqui reproduzido com a devida autorização da sua autora.
    
2020-12-04
Jaime Lourenço
Artigo anterior :

As origens não se escolhem

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Carla Andrino: “Um ator precisa de acreditar naquilo que está a fazer, de calçar os sapatos da personagem e de lhe dar vida”

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