• Universidade Autónoma de Lisboa
  • Autónoma Academy
  • NIP-COM

UALMedia

Menu
  • Notícias
    • Livro coordenado por Jaime Lourenço apresentado na Assembleia da República23 Julho, 2026
    • Bruno Carriço Reis cocoordena livro de Sociologia da Comunicação29 Julho, 2026
    • NIP-C@M publica “Comunicação e Política: desafios contemporâneos”29 Julho, 2026
    • “Jornalismo Parlamentar: 50 anos de uma especialidade jornalística” é o novo livro NIP-C@M7 Julho, 2026
  • Reportagens
    • São José da Lamarosa: quando o sossego (nem sempre) é casa17 Setembro, 2026
    • Taça de Portugal: O Jamor é de todos3 Setembro, 2026
    • Aldeia-Museu José Franco: memórias moldadas em barro21 Julho, 2026
    • Lisboa é do Santo António13 Julho, 2026
  • Entrevistas
      • Marco Fresco: “As pessoas querem, cada vez mais, dopamina rápida”2 Outubro, 2026
      • Miguel Garcia: “O futebol foi um ciclo vitorioso que terminou. Agora corro atrás de outros sonhos”15 Setembro, 2026
      • Angélique da Teresa: “Algumas das mensagens mais agressivas que já recebi foram de mulheres”8 Setembro, 2026
      • Tânia Laranjo: “[CMTV] não é sensacionalista, senão não era líder”1 Setembro, 2026
  • Opinião
      • Opinião
        • O verniz que pintou o ódio de azul celesteGabriel Narciso
        • 20 de novembro de 2024: Dia Universal das CriançasAna Paula Pinto Lourenço
        • Mascarados de nada Cheila Lafayette
        • Carta ao Pai Natal Cheila Lafayette
      • Crónicas
        • Reflexão sobre Ljubomir e outros chefsManuel de Beja
        • “Coita de Amor” enquanto pilar televisivoManuel de Beja
        • A segunda vida da torradaGabriel Narciso
      • Críticas
        • O regresso nostálgico de Angry Odd KidsDiogo Mendes
        • Cooperativa Kallax: uma banda especialDiogo Mendes
        • Overthinking: o 8º pecado mortalTatiana Martins
  • Artigos
    • O Associativismo em Portugal: dos despejos à esperança por um futuro26 Março, 2024
    • Do desinteresse à participação: Educação no caminho para as urnas1 Março, 2024
    • Comunidade cigana: as inverdades que levam à discriminação e exclusão29 Junho, 2023
    • Neonatologia: Quem cuida dos cuidadores23 Março, 2023
  • Dossiers
    • IV Congresso Internacional do OBSERVAREUALMedia
    • Bastidores da Emissão de TVJoão Veloso
    • Conferência “Os Jovens, o Jornalismo e a Política”UALMedia
    • Projetos TVUALMedia
  • UALMedia Rádio
      • Podcasts
          • Vinil
          • Uma história para o Dia do Pai
          • PontoCom
          • Poesia
          • Passaporte Académico
          • Passagem de Turno
          • No Ar
          • Não temos paciência
          • Muda aos cinco, acaba aos dez
          • Laboratório
          • Histórias Com Sons
          • Conversa em dia
          • Conferências
          • Achas que é bonito ser feio?
          • Academycamente
      • Notícias
        • UALMedia Rádio reforça apoio no ano letivo 2025/26 da Autónoma
        • Voltamos a dar voz à solidariedade na campanha de maio do Banco Alimentar
        • As “100 Mais” de 2025
      • Podcasts Antigos
          • What´s Popin, What´s Flopin
          • Triângulo com quatro lados
          • Trepadeira
          • Trendy News
          • Top 10
          • Too Spicy
          • Thursday´s Vibez
          • Sundown
          • RitUAL
          • Reflexões da Ana
          • Ready. Gap. Go!
          • Rapresentação
          • Psicologia Para Todos
          • Ponto de Vista
          • Poddemos Descomplicar
          • Pessoas e Pessoas
          • Pensar nas expressões
          • Palavra Certa
          • O Condomínio das Intrigas
          • Malucos na Uni
          • Lusofonia
          • Lá na zona
          • Jazz and Blues
          • Incrível
          • Homo Economicus
          • Girls Like Sports 2
          • Frente & Verso
          • Falando Claramente
          • Êxitos de Sempre
          • eTalks
          • Escrito Por Linhas Tortas
          • Escolhe Tu
          • Entre Linhas
          • Educadores
          • Duas à Sexta
          • Dois à Deriva
          • Disco Por Inteiro
          • Dinosaur Cataclysm
          • Dance
          • Crónicas & Murais
          • Conversas de café
          • Confiança
          • Cão com pulgas
          • Calma
          • Café & Crime
          • Cá vai disco
          • Bola ao centro
          • As quatro da vida airada
          • Amargo & Doce
          • 2000 Watts
          • (100)DeadLines
          • ´Tàs à vontade
      • Estatutos
      • Grelha de Programação
Últimas
  • Marco Fresco: “As pessoas querem, cada vez mais, dopamina rápida”   |   02 Out 2026

  • Nuno Matos: “Sou um profissional completamente realizado”   |   23 Set 2026

  • São José da Lamarosa: quando o sossego (nem sempre) é casa   |   17 Set 2026

  • Miguel Garcia: “O futebol foi um ciclo vitorioso que terminou. Agora corro atrás de outros sonhos”   |   15 Set 2026

  • Quinta Pedagógica de Lisboa: o campo que resiste à cidade   |   10 Set 2026

  • Angélique da Teresa: “Algumas das mensagens mais agressivas que já recebi foram de mulheres”   |   08 Set 2026

 
-Início»Entrevistas»Entrevistas»Dino D’Santiago: “Ao longo dos anos, mudei toda a minha forma de ver, sentir e de estar”

Dino D’Santiago: “Ao longo dos anos, mudei toda a minha forma de ver, sentir e de estar”

Jéssica Lourenço 11 Jul 2022 Entrevistas, Entrevistas

Além da música, Dino D’Santiago entra no mundo da moda com a marca “d’Santiago”. Em simultâneo com o seu último álbum, “Badiu”, lançado em 2021, o cantor decide apostar nesta indústria para produzir uma coleção de roupa baseada nas suas canções.

À conversa com Dino D’Santiago no atelier da estilista Alexandra Moura, em Lisboa, o UALMedia teve a oportunidade de ver de perto toda a coleção “Badiu” e perceber o que inspirou o cantor, o conceito e os motivos que o levaram a transportar as suas canções e as suas mensagens para peças de roupa.

Porquê investir na produção de uma marca de roupa?

A marca “d’Santiago” surgiu da necessidade de ter uma plataforma que, para além da música, exportasse frases, várias máximas que trago para a minha vida e a “d’Santiago” representa isso: as minhas raízes, a minha forma de sentir e de estar na vida. O aceitar da minha vulnerabilidade enquanto ser, mas acima de tudo a minha predisposição de querer ir além dos meus limites e não poderia ter melhor do que uma marca que representasse as minhas canções. Quem me ouve entende perfeitamente as mensagens que quero passar, temos frases como “os nossos corpos também são pátria”, um exemplo tão simples da canção ‘Esquinas’, que em termos de statement faz toda a diferença nesta narrativa.

Como surgiu a oportunidade desta criação?

Sinto que não foi uma oportunidade, mas sim uma visão de várias pessoas que se iam apropriando positivamente de muitas das mensagens que deixava. Foi perceber a narrativa em todos os concertos e o que as pessoas questionavam: “o que é que significa o batuque? ou o que representa o funaná? o que quer dizer ser badiu? o que significa crioula?” E, então, foi quase como que trazer esses nomes, esses títulos chave de forma indireta para questionar, querer saber o porquê desse motivo, causando essa interrogação. Porque muitas vezes comparamos a verdade que nos é dita como uma verdade absoluta, mas ela é mutável ao longo dos tempos. Ao longo dos anos, mudei toda a minha forma de ver, sentir e de estar, passando para a roupa, para a marca o meu inquietamento, a minha agitação, por querer ver as coisas diferentes com o passar dos tempos. Foi mesmo um impulso (risos), com a necessidade de perceber qual seria a reação de quando se é confrontado com este tipo de frases.

E como se inspirou para, como refere, criar toda esta narrativa?

Inspirei-me, essencialmente, e digo isto com muita facilidade, nas canções. Passa muito por aquilo que escrevo e canto no meu projeto de vida, na minha família, mas também bastante nas minhas raízes de Cabo Verde em concordância com as minhas raízes portuguesas. Entendi que sou 100% cabo verdiano e 100% português sem a necessidade de ser 50 de um e 50 de outro, posso ser 100% de ambas as nacionalidades.

“Badiu” é o nome do seu último álbum. Todas as peças da coleção também se chamam assim. O que significa afinal “Badiu”?

Representa um povo que foi escravizado durante séculos, apelidados pejorativamente de “badius” pelos portugueses que vinham do norte de Portugal e foram para Cabo Verde edificar e construir uma nova nação. Com base nesse crime humanitário, apelidaram de “badius” aqueles que queriam fugir para o interior da Ilha de Santiago. Badiu, “vadio” entre aspas, representa esse povo que utilizou esse nome outrora negativo como símbolo de resistência e resiliência. Fez todo o sentido para mim fazer a capa do álbum assim, bem como as t-shirts e as sweatshirts com o desenho do pano de terra [pano 100% algodão que as pessoas escravizadas traziam], com a palavra “badiu” ao centro.

Onde são fabricadas estas peças?

Quando pensei em criar a minha marca, nem pensei sequer duas vezes onde seria. A primeira opção foi Lisboa, sem dúvida, por aquilo que me transmite. Lisboa é uma cidade de artistas, uma cidade de começos e recomeços. Tenho Lisboa no coração, uma cidade que me acolheu e que acolhe várias culturas aceitando as suas diferenças. Aqui vive-se uma aculturação, as pessoas tratam-se de igual forma, independentemente de que país vêm. Não havia, portanto, sítio melhor para lançar a este novo projeto que esta cidade tão bela exteriormente e interiormente.

Este projeto inclui a colaboração da estilista Alexandra Moura. Porquê esta escolha?

Quando tens uma pessoa como a Alexandra Moura que abraça a nossa história e consegue dar a contemporaneidade necessária que respeita as tradições e sendo uma das pessoas mais vanguardistas do nosso panorama nacional no mundo da moda, esses dois mundos casam-se e a magia acontece.

Quais os desafios que esta coleção vai enfrentar?

Os objetivos fundamentais da marca são, essencialmente, da sensibilização para a questão de sermos uma nação crioula. Uma nação fruto da mistura, uma nação que se aceita igualmente, diferente, onde cada um tem a sua impressão digital e é nessa impressão digital que nós encontramos a nossa diferença. A marca vem com esse propósito, de mostrar a história de um povo africano que se emancipa e traz os seus ritmos, batuque e funaná que foram censurados durante séculos pela corte portuguesa e hoje são dois dos ritmos mais exportáveis da cultura cabo-verdiana a tocar num clube em Berlim, Nova Iorque ou em Londres, com toda a dignidade merecida, a elevar a história desse mesmo povo. Pretendo com a roupa, trazer a essência e a cultura de um povo que se aculturou de forma natural depois de ter começado com uma história tão trágica.


Perfil

Cantor, compositor e ativista português, Claudino de Jesus Borges Pereira, mais conhecido pelo nome artístico “Dino D’Santiago”, nasceu em Quarteira, Algarve, a 13 de dezembro de 1982.

O gosto pela música começou desde cedo no coro da igreja, local onde seguiu as pegadas dos pais, de origem cabo verdiana. A música já lhe corria nas veias, mas durante muitos anos quis ser pintor. Em 2003, tudo mudou na vida de Dino quando decide acompanhar uma amiga a um casting para o concurso da RTP1 “Operação Triunfo”, acabando por ser convidado por Virgul a realizar também a prova, que o levou a finalista. A partir daí, começou a ganhar cada vez mais reconhecimento no mundo da música; Virgul torna-se um grande apoio, dando-lhe a oportunidade de ser voz dos Expensive Soul, onde ficou durante 11 anos.

Em 2008, estreou-se com “Eu e os Meus”, e em 2013 lançou o primeiro álbum, “Eva”, que o levou a vencer dois Cabo Verde Music Awards.

Em 2018, foi convidado a participar na Final do Festival da Eurovisão, que ocorreu em Lisboa, num momento criado por Branko. Ainda nesse ano, começa uma nova etapa com o álbum “Mundu Nôbu”, onde mistura afro-pop com funaná futurista e batuku eletrónico.

Na primeira edição dos Prémios Play, em 2019, foi distinguido nas categorias de Melhor Artista Solo, Melhor Álbum e Prémio da Crítica. No mesmo ano, vence na categoria de Melhor Ritmo Internacional Cabo Verde Music Awards. Já em 2021, foi distinguido pela Câmara Municipal de Loulé com a medalha Grau de Ouro.

    
dino d'santiago Moda Música 2022-07-11
Jaime Lourenço
Tags dino d'santiago Moda Música
Artigo anterior :

Artigo de Bruno Reis destacado pela Organização Mundial da Saúde

Artigo seguinte :

Campanhas

Artigos relacionados

José Figueiras: “Não quero é acabar os meus dias na televisão. Há mais mundo lá fora”

José Figueiras: “Não quero é acabar os meus dias na televisão. Há mais mundo lá fora”

Margarida Rodrigues 10 Jul 2019
Mário Lopes: “A cultura é determinante para o funcionamento de uma sociedade e para compreendermos o que ela é”

Mário Lopes: “A cultura é determinante para o funcionamento de uma sociedade e para compreendermos o que ela é”

Daniela Brás 20 Fev 2026
Tânia Laranjo: “[CMTV] não é sensacionalista, senão não era líder”

Tânia Laranjo: “[CMTV] não é sensacionalista, senão não era líder”

Rute Leonor Gomes 01 Set 2026

Veja também

As “100 Mais” de 2025

As “100 Mais” de 2025

São as nossas “apostas”, os temas que destacámos, quer de artistas conhecidos quer de novos talentos. Aliás, continuamos a nossa missão de mostrar cantores que

Rádio em direto.

  • Popular
  • Últimos
  • Tags
  • Marco Fresco: “As pessoas querem, cada vez mais, dopamina rápida”

    Marco Fresco: “As pessoas querem, cada vez mais, dopamina rápida”

    Afonso Seguro 02 Out 2026
  • As comemorações da Revolução

    As comemorações da Revolução

    UALMedia 25 Abr 2014
  • Vinis de abril

    Vinis de abril

    João Santareno 25 Abr 2014
  • Onde estava no 25 de abril?

    Onde estava no 25 de abril?

    João Honrado 25 Abr 2014
  • 40 anos, 20 Fotos

    40 anos, 20 Fotos

    João Serralha 25 Abr 2014
  • Marco Fresco: “As pessoas querem, cada vez mais, dopamina rápida”

    Marco Fresco: “As pessoas querem, cada vez mais, dopamina rápida”

    Afonso Seguro 02 Out 2026
  • Nuno Matos: “Sou um profissional completamente realizado”

    Nuno Matos: “Sou um profissional completamente realizado”

    Bruna Coelho 23 Set 2026
  • São José da Lamarosa: quando o sossego (nem sempre) é casa

    São José da Lamarosa: quando o sossego (nem sempre) é casa

    Maria Carolina Nunes 17 Set 2026
  • Miguel Garcia: “O futebol foi um ciclo vitorioso que terminou. Agora corro atrás de outros sonhos”

    Miguel Garcia: “O futebol foi um ciclo vitorioso que terminou. Agora corro atrás de outros sonhos”

    Rodrigo Freitas 15 Set 2026
  • Quinta Pedagógica de Lisboa: o campo que resiste à cidade

    Quinta Pedagógica de Lisboa: o campo que resiste à cidade

    Anna Chepak 10 Set 2026
  • Rádio Autónoma podcast ualmedia no ar animação vinil joão de sousa atelier Universidade Entrevista aula pontocom mariana rebocho joao santareno de sousa poesia futebol academy prática disco academycamente Leonor Noronha Lídia Belourico António Bernardino cristina patrício
  • Ficha Técnica
  • Política de Privacidade
  • Manual de redacção

Últimas notícias

Marco Fresco: “As pessoas querem, cada vez mais, dopamina rápida”
Nuno Matos: “Sou um profissional completamente realizado”
Miguel Garcia: “O futebol foi um ciclo vitorioso que terminou. Agora corro atrás de outros sonhos”
Quinta Pedagógica de Lisboa: o campo que resiste à cidade
Angélique da Teresa: “Algumas das mensagens mais agressivas que já recebi foram de mulheres”
São José da Lamarosa: quando o sossego (nem sempre) é casa
Taça de Portugal: O Jamor é de todos
Tânia Laranjo: “[CMTV] não é sensacionalista, senão não era líder”
Livro coordenado por Jaime Lourenço apresentado na Assembleia da República
Bruno Carriço Reis cocoordena livro de Sociologia da Comunicação
NIP-C@M publica “Comunicação e Política: desafios contemporâneos”
Júlia Lavezzo: “Quando a vida está complicada e tudo parece um caos, sento-me à mesa, começo a escrever ou a desenhar e sinto que tudo acalma”
Aldeia-Museu José Franco: memórias moldadas em barro
Luís Filipe Gaspar: “Para a maioria das pessoas, viajar é simpático, mas é uma vida sacrificante”
Lisboa é do Santo António
“Jornalismo Parlamentar: 50 anos de uma especialidade jornalística” é o novo livro NIP-C@M
Reflexão sobre Ljubomir e outros chefs
Luís Castro: “Cobrir conflitos é viver constantemente entre o medo e a obrigação de contar o que se passa”
Nimas: um espaço de resistência no coração de Lisboa
José Raposo: “O ator só desiste quando desaparece fisicamente. Quando morre”
Autónoma acolhe debate sobre cinema
Jaime Lourenço participa no ENTR, projeto da RTP apoiado pela Comissão Europeia
Isabel Nery no Festival Literário de Alcanena
Heartbeat Project: o DJ que voltou à sua terra para dar voz a quem raramente é ouvido

Últimos Podcasts

  • Não temos paciência: A pouquíssima paciência que nos resta
  • PontoCom: Filipa Fonseca Silva – “Estamos a viver numa época de retrocesso”
  • Laboratório: Seduções
  • PontoCom: António Botelho – “Não vou trabalhar, vou fazer aquilo que gosto, é como se estivesse de férias”
  • Laboratório: Wrestling Slam
© Copyright 2024, Todos os direitos reservados | Website desenvolvido por: Trace - Soluções Internet
Escola Superior de Enfermagem